1. O RESGATE DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA E DELIBERATIVA COMO MECANISMO LEGITIMADOR DO EXERCÍCIO DOS PODERES ESTATAIS (INCLUI A REPRESENTAÇÃO POLÍTICA DAS MINORIAS)

Prof.ª Ms. Gabriela Soares Balestero (Direito - Universidade de Buenos Aires).

RESUMO: O presente estudo visa destacar a necessidade de uma concepção mais abrangente dos direitos políticos, desenvolvendo um conceito de democracia e de participação popular, na qual o exercício da cidadania não abrangeria somente as formas institucionalizadas como o voto, o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular, passando a ser o direito de participação para além da escolha dos governantes e legisladores, ou seja, à democratização da própria sociedade por intermédio de uma gestão político e administrativa aberta ao cidadão, tornando os governos democráticos representativos mais próximos dos anseios sociais e responsivos à vontade popular, efetivando o Estado Democrático de Direito. Serão analisados os fatores da crise da democracia, bem como o resgate da democracia participativa como alternativa para sanar tal situação através da criação de espaços públicos alternativos, formadores de opinião sobre a gestão da coisa pública, utilizando como marco teórico Jürgen Habermas. A realização dos Direitos Fundamentais é tarefa que depende não só da atividade estatal, mas sim da sociedade que se organiza formando democraticamente a sua vontade, ou seja, a cidadania ativa é essencial para o processo de formação da vontade por intermédio do exercício dos direitos fundamentais, resgatando a democracia participativa.

2. HISTÓRIA E CONCEPÇÕES SOBRE IMAGEM CORPORAL E CORPOREIDADE

Prof. Dr. Roberto Borges Filho (UFG-Jataí/ Fisioterapia)

RESUMO: A questão da imagem corporal esta necessariamente ligada ao corpo enquanto superfície e silhueta onde transita as relações entre nós e o mundo externo. Através do esquema corporal que nos posiciona como seres físicos e da imagem inconsciente vamos nos constituindo como seres em eterna construção. Temos um corpo que nomeamos, um corpo que sentimos e um corpo que imaginamos. Através desta proposta objetivo um mini curso onde os tópicos a serem abordados consistem em uma introdução sobre a imagem e corpo em seus aspectos históricos sobre os autores e sobre as concepções até atualidade, um conteúdo destacando as questões da constituição do corpo e imagem nas visões psicofísicas. Também será abordado algumas vivencias praticas sobre corpo enquanto linguagem e expressão.

3. LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS: QUEBRANDO PRECONCEITOS, CONSTRUINDO UM NOVO OLHAR SOBRE A DIVERSIDADE HUMANA

Prof.ª Dr.ª Edileusa da Silva (UFU)

Prof. Rogério da Silva Marques (UFU – FACIP)

RESUMO: O tema inclusão de pessoas com necessidade especial seja social ou educacional, está em evidência nos tempos atuais, nos últimos 20 anos várias Leis, Decretos foram criados, afim de que estes indivíduos, que dentro de um processo sócio-histórico foram excluídos do convívio social, possam ter acesso às políticas que assegurem direitos. Quando pensamos em diversidade a surdez se caracteriza como apenas uma dentro do amplo campo que é a diversidade humana. Este minicurso tem por objetivo geral Promover o conhecimento dos aspectos históricos, culturais e identitários dos surdos, oferecer embasamento teórico, prático, ético e técnico divulgando a língua de sinais a fim de que cada ouvinte dentro de sua área possa ser um facilitador para que a inclusão social ocorra, bem como Promover a valorização do indivíduo surdo como agente de sua própria história, possibilitando que em momentos de conversação haja uma comunicação eficiente entre o surdo e ouvinte.

4. PÓS-COLONIAL, DECOLONIAL, RACISMO DE ESTADO: TEORIAS SOBRE A DOMINAÇÃO NO MUNDO MODERNO E CONTEMPORÂNEO

Prof. Ms. Aruanã Antonio dos Passos (UEG)

Prof. Ms. Geraldo Witeze Junior (UEG)

RESUMO: O prefixo pós assumiu dimensão de onipresença, mesmo de modo subjacente, no mundo contemporâneo. Fala-se em pós-modernidade e pós-modernismo, pós-feminismo, pós-estruturalismo etc. Os conceitos carregam consigo os lugares de sua enunciação e sua historicidade, sendo importante analisar também as formas de apropriação, discussão, reformulação e possíveis deformações tanto nos locais de enunciação quanto de recepção. Dessa forma, nos propomos a debater a condição e o locus de formulação das teorias coloniais e pós-coloniais, contrapondo a esse debate o pensamento decolonial. Permeando essa discussão buscaremos articular uma análise histórica das formas de dominação imperial, especificamente o racismo, considerado tanto como um elemento constitutivo da modernidade (Dussell, Mignolo, Castro-Gómez) como uma forma de dominação do Estado (Arendt, Foucault, Agambem). Propõe-se assim sistematizar o minicuro em dois momentos: 1) Mapeamento e definição do pensamento pós-colonial e decolonial; 2) O racismo (da modernidade e do estado moderno) como chave interpretativa dos modos de dominação. Espera-se, dessa maneira, contribuir para uma crítica de questões como identidade, memória, cultura, subalternidade, dominação imperial e dominação econômica.

5. A HISTÓRIA DO RÁDIO EM GOIÁS

Prof. Ms. Edmilson Marques (UEG- Anápolis e Uruaçu)

RESUMO: A história do rádio em Goiás ainda é pouco conhecida. O primeiro e único estudo sobre esta temática foi concluído em 2009, tratando-se de uma dissertação de mestrado defendida pelo programa de história da UFG de Goiânia. Este estudo retratou a origem do rádio em Goiás. Percebe-se aí que o rádio demarcou um determinado período histórico do Brasil e de Goiás, período que foi amplamente utilizado pelo Estado como instrumento de divulgação de uma cultura pautada por seus próprios interesses, a exemplo de seu uso por Getúlio Vargas para divulgar a política da Marcha para o Oeste. Esta também foi uma época em que o rádio possibilitou a rapidez da informação em detrimento da lentidão dos jornais e revistas. A música caipira dividia espaço em palcos de auditório e nos programas musicais com as canções das grandes metrópoles (Rio e São Paulo); propagandas, radionovelas, programas de notícias enfim, um conjunto de produções culturais eram veiculadas pelas emissoras em Goiás já na década de 1940. Pela importância que o rádio representou para a história de Goiás e por ser ainda pouco conhecido é que propomos aqui, um minicurso para tratar desta história que ainda está por ser desbravada.

6. TECENDO POSSIBILIDADES: A LITERATURA INFANTO-JUVENIL COMO ESPAÇO DE RELAÇÕES DE GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL

Prof. Hamilton Édio dos Santos Vieira (UNESP-Araraquara)

RESUMO: Criar um momento de discussão e reflexão sobre o papel da literatura infanto-juvenil diante das questões sobre relações de gênero e diversidade sexual para possíveis leitores/as das obras utilizadas na análise. Pensar nas implicações sobre essas demandas no cotidiano do público leitor e construir possibilidades com projetos de leitura infanto-juvenil usando livros que tratem de maneira positiva e esclarecedora as questões pertinentes aos temas, principalmente na escola.

Através do mini curso conhecer as obras a partir de um referencial teórico sobre sexualidade e literatura infanto juvenil, de maneira que possam criar perspectivas de reflexão e possibilidades de trabalho.

7. APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE ENSINO RELIGIOSO NO BRASIL: ENTRE O CONFESSIONAL E O LAICO

Prof. Dr. José Maria Baldino (PPG Educação – PUC-GO)

Prof. Ms. Raimundo Márcio Mota de Castro (UEG)

RESUMO: Com os portugueses que vieram explorar as terras brasileiras, viram também os religiosos católicos com intuito de expandir os domínios da cristandade. Por mais de dois séculos o projeto educativo brasileiro deteve-se na mão dos padres jesuítas e com a expulsão dos mesmos pelo Marquês de Pombal, tal projeto foi entregue a outros religiosos e um pequeno grupo de leigos. Com as ideias secularizastes advindas do iluminismo instala-se a tensão entre o confessional e o laico, embate que se acirra no século passado e que se mantém velado nos dias atuais. Uma das questões candentes é o Ensino Religioso na Escola. Por meio da análise de documentos e pesquisa teórico-bibliográfica o presente minicurso propõe-se a debater os modelos de ensino que permearam a educação brasileira os entraves para a efetivação de um ensino de fato religioso a serviço da diversidade religiosa.

8. CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AS PRÁTICAS DE ENSINO EM HISTÓRIA

Prof. Luiz Ricardo Prado (UFGD/UFMS História)

Prof. Dr. Thais Leão Vieira (UFMT)

RESUMO: O presente minicurso tem como objetivo refletir sobre a inserção da cultura afro-brasileira no currículo da educação básica. Para além, objetivamos pensar e refletir várias formas de trabalhar a referida temática em sala de aula. Nosso foco estará voltado para as religiões de matriz africana (Candomblé e Umbanda) sobre as quais paira um grande pré-conceito não só por parte dos alunos como também dos professores.

9. CULTO, CULTURA E PODER NA EXPANSÃO CRISTÃ NOS SÉCULOS I E II

Prof. Alessandro Arzani (UEM)

Prof.ª Drª. Renata Lopes Biazotto Venturini (História - UEM)

ATENÇÃO: MINICURSO CANCELADO - aqueles que fizeram inscrição neste minicurso, favor, acesse o sistema com seu CPF, selecione outra opção de minicurso e atualize sua inscrição (favor não gerar novo boleto).

10. EXPRESSÕES DO CORPO NAS PINTURAS DE CARAVAGGIO: HISTÓRIA DA ARTE EM DIÁLOGO COM O INDICIARISMO DE GINZBURG E O IMAGINÁRIO DE DURAND

Prof. Rodrigo Henrique Araújo da Costa (UFPB)

RESUMO: Considerando as Linguagens Historiográficas para o estudo das Representações de e sobre o mundo, a análise iconográfica na Diversidade Cultural é um desafio para o historiador do século XXI. Este Mini Curso aborda a técnica de análise minuciosa das telas, focando o corpo imerso no cenário e estúdio. Assim, uma seleção de pinturas de Caravaggio terá componentes fragmentados e reagrupados para análise de sentido da expressão corpórea. A gestualística do corpo por Caravaggio revela muito além daquilo captado a priori. Através da abordagem esmiuçada do corpo (trejeitos, gestos, nuances, rostos, personagens), pretendemos, perante as Culturas Histórica e Artística, estudar o ambiente, conjunturas e relações de poder que circundavam o artista e as pinturas. Em meio aos elementos revelados, o corpo pictórico é desvendado de modo a entendermos a obra e o tempo de Caravaggio, expressão máxima do Barroco. A H. da Arte ganha notoriedade nas produções acadêmicas, mas tem um caminho a cumprir, qual seja: um diálogo interdisciplinar que possibilite percepção abrangente da Arte na História. É o que objetiva o curso: inter-dialogar a H. da Arte, Ginzburg e Durand, proporcionando qualificação e ampla visão ao estudo das pinturas e ao uso didático em sala de aula.

11. COMO ABORDAR O ENSINO DE HISTÓRIA PARA AS GERAÇÕES X, Y, Z: SABERES, DESAFIOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.

Prof. Márcio André da Silva (Faculdade Católica de Uberlândia)

Prof.ª Drª Silma do Carmo Nunes (FCU/UFU)

A proposta deste mini-curso se apresenta como uma das atividades que se encontra nos objetivos e no cronograma das atividades do projeto de pesquisa denominado As Artes Visuais e suas Contribuições para o Ensino de História nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e que está previsto para ser realizado no período 2012/2013. O projeto é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG. O mini-curso tem por finalidade promover a reflexão dialética referente às gerações, desde os Baby Boomers até a Geração Z, enfatizando momentos históricos pertinentes a cada geração, suas ideologias e conquistas, bem como as formas de como os docentes estabelecem propostas de abordagens do ensino de História, procurando elementos que facilitem a inter-relação entre ensino/docentes/discentes. Objetivo, também, este mini-curso, propiciar ao acadêmico de graduação em História e/ou Pedagogia, bem como aos docentes interessados na temática, sugestões de abordagens teórico/metodológicas para o ensino da História que facilitem o processo da aprendizagem, evidenciando aspectos, como: o despertar, nos alunos, o interesse pela História; resgatar a importância da História para as diferentes gerações; discutir as inter-relações entre as gerações e suas contribuições para o processo da construção da História e da historiografia. O mini-curso foi pensado a partir de estudos realizados para fundamentação teórica da pesquisa, sendo considerado relevante por se tratar de um momento intencionalmente estruturado para troca de experiências e práticas pedagógicas articuladas aos saberes e conhecimentos que propiciem a aprendizagem em História, principalmente nos anos iniciais do ensino fundamental.

12. PESQUISA EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: APONTAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

Prof.ª Dra Lúcia Helena Moreira de Medeiros Oliveira (UFG - Jataí)

Prof. ª Dra Maria Aparecida Augusto Satto Vilela (FEIT - Ituiutaba)

RESUMO: Este minicurso apresenta apontamentos teórico-metodológicos para a História da Educação, especificamente para a história das instituições educativas, por meio da seleção, análise e utilização das fontes históricas em relação aos vários atores envolvidos no processo educativo que se estabelece no interior do ambiente escolar. O uso de diversas fontes requer novos questionamentos por meio do alargamento das problemáticas, da diversidade dos contextos, modelos e práticas educativas, bem como privilegiar as novas interpretações que realçam a História Regional, objetivando fazer a ponte entre a totalidade e a singularidade.