1. A memória entre a Antiguidade e o presente: da polissemia à intencionalidade e da memória ao esquecimento
2. Depois dos navios negreiros: as relações entre o Brasil e a África (1961-1975)
3. Direito para quem dinheiro tem. E quem não tem? Intersecções entre história, poder e justiça social no Brasil
4. Entre textos e imagens: os periódicos como fonte de pesquisa
5. Frida Kahlo e o ensino de história: sujeito, obra, cultura - um incentivo ao resgate e ao fazer histórico
6. História e literatura: entre estratégias e táticas no romance proletário brasileiro (1933-1937)
7. História local e regional CANCELADO PELO PROPONENTE
8. Historiografia: uma breve discussão teórico-metodológica e sua aplicação ao caso chileno durante a segunda metade do século XIX
9. Igreja Católica e movimentos sociaisCANCELADO PELO PROPONENTE
10. Indivíduo, cultura e sociedade: viver e conviver
11. Intelectualidade, cultura e marxismo
12. “Pela história de Goiás no século XIX”: pesquisa, fontes e a problemática da ocupação das terras no sudoeste goiano CANCELADO PELO PROPONENTE
13. Versões cinematográficas da história: os fatos históricos vistos através das lentes do cinema

1. A MEMÓRIA ENTRE A ANTIGUIDADE E O PRESENTE: DA POLISSEMIA À INTENCIONALIDADE E DA MEMÓRIA AO ESQUECIMENTO Voltar ao Topo

Prof. Dr. Leandro Hecko (UFMS - CPCX)
Prof. Dr. Luiz Carlos Bento (UFMS - CPCX)

A categoria memória carrega para o historiador um conjunto de problemáticas bastante caro à escrita da história. Da Antiguidade à Contemporaneidade, o entendimento da memória passou por diversas percepções, conceitos e construções manifestos pelas subjetividades de indivíduos e instituições que buscavam preservar informações importantes sobre si e erigir um passado que lhe conferisse identidade, glória, distanciamento do esquecimento, poder, dominação, diferença ou ainda demarcar uma origem. O presente minicurso objetiva discutir a polissemia da categoria memória, discutindo-a à luz de intelectuais de diversos períodos históricos, construindo um amplo panorama para a compreensão desse complexo conceito.

Programação do Minicurso:

Aula I (23/09/2014)
A construção da memória na Antiguidade – temas, fontes e problemáticas

Aula II (24/09/2014)
Da herança da memória à pluralidade de significações

Aula III (25/09/2014)
A memória como patrimônio na contemporaneidade

Bibliografia básica:
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2004.
HARTOG, François. O espelho de Heródoto: ensaio sobre a representação do outro. Belo Horizonte: EDUFMG, 1999.
HARTOG, François (org.). A história de Homero a Santo Agostinho. Belo Horizonte: EDUFMG, 2001.
HARTOG, François. Memória de Ulisses: narrativas sobre a fronteira na Grécia Antiga. Belo Horizonte: EDUFMG, 2004.
HERÓDOTO. Histórias. Trad. Mário da Gama Kury. Brasília: EdUNB, 1998.
HERODOTUS. Persian wars. Translation by A.R. Godley. Cambridge: Harvard University Press, 1986, vol. I a IV.
HOMERO. Ilíada. Trad. Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
HOMERO. Odisséia. Trad. Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
NORA, Pierre. Entre história e memória: a problemática dos lugares. Projeto História. São Paulo: PUC, v. 10, n. 10, p. 7-28, dez. 1993.
POLLAK, Michael. Memória, esquecimento e silêncio. Estudos históricos. Rio de Janeiro, v. 2, n. 3, 1989.
RICOUER, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Trad. Alain François. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007.

 

 

2. DEPOIS DOS NAVIOS NEGREIROS: AS RELAÇÕES ENTRE O BRASIL E A ÁFRICA (1961-1975) Voltar ao Topo

Prof. Msc. Gilberto da Silva Guizelin.
(Doutorando em História pela Unesp-Franca; Bolsista Fapesp)

 

O objetivo central deste minicurso está exposto já em seu título: analisar as relações entre o Brasil e a África num contexto bastante a posteriori da longa era do tráfico de escravos. Com efeito, o título apresenta ainda o período específico a ser abordado: as décadas de 1960 e de 70, período no qual se operou entre os círculos internos do Itamaraty – passado já, pouco mais de 100 anos da interrupção das relações africano-brasileiras, devido ao fim da importação da mão de obra africana – a “(re)descoberta” da África pela diplomacia brasileira. Neste sentido, buscar-se-á no decorrer do minicurso: (1) evidenciar o quão importante foi o princípio da segunda metade do século XX para a “virada histórica e programática” do Ministério das Relações Exteriores do Brasil com relação ao continente africano; e (2) estabelecer um paralelo das discussões surgidas àquela altura sobre a relevância ou não da África na política externa brasileira, com as discussões atuais a respeito da lei 10.639/2003 que estabelece a obrigatoriedade do ensino da História Africana e da Cultura Afro-Brasileira na rede de ensino fundamental e médio do país. Para tanto, pretende-se trabalhar com algumas impressões e discursos de agentes diplomáticos brasileiros, bem como de um pequeno conjunto de fontes jornalísticas do período em questão, que não só ilustram a amplitude da discussão acerca da (re)formulação da política africana da diplomacia brasileira, mas que, acima de tudo, marcaram claramente o seu posicionamento naquele debate.

Programação do Minicurso:

Aula I (23/09/2014)
Introdução à História da política externa do Brasil com a África
- Uma breve revisão historiográfica do lugar da África na História da política externa do Brasil
- O longo hiato nas relações políticas entre uma margem e outra do Atlântico Sul

Aula II (24/09/2014)
A África no Itamaraty: bastidores da política africana brasileira
- O embate entre os “saudosistas” e os “abominadores” de uma política africana no Ministério das Relações Exteriores
- A (re)formulação da política africana no contexto das reorientações da política externa brasileira entre os governos de Jânio Quadros a Ernesto Geisel

Aula III (25/09/2013)
A África no Brasil: a publicização da política africana brasileira nos anos de 1960 e 1970
- A questão angolana nas manchetes brasileiras
- O tratamento da política externa africana pela opinião pública da época

Bibliografia básica:
BARBOZA, Mário Gibson. Na diplomacia, o traço da vida. Rio de Janeiro: Record, 1992.
BEZERRA DE MENESES, Adolfo Justo. Ásia, África e a política independente do Brasil. Rio de Janeiro: Jahar Editores, 1961.
COSTA E SILVA, Alberto da. Um domingo no reino do Dangomé. In: ________. Um rio chamado Atlântico: a África no Brasil e o Brasil na África. Rio de Janeiro: Nova Fronteira/Ed. UFRJ, 2003, p. 115-118.
GUIZELIN, Gilberto da Silva. Comércio de almas & política externa: a diretriz atlântico-africana da diplomacia imperial brasileira, 1822-1856. Londrina: Eduel, 2013.
HALL, Stuart. Quando foi o pós-colonial? Pensando no limite. In: ________. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG, 2003, p. 101-128.
PENNA FILHO, Pio; LESSA, Antônio Carlos Moraes. O Itamaraty e a África: as origens da política africana do Brasil. Estudos Históricos. Rio de Janeiro: CPDOC/FGV, v. 1, n. 39, p. 57-81, jan./jun. 2007.
PINHEIRO, Letícia. “Ao vencedor, as batatas”: o reconhecimento da independência de Angola. Estudos Históricos. Rio de Janeiro: FGV, v. 1, n. 39, p. 83-120, jan./jun. 2007.
RODRIGUES, José Honório. Brasil e África: outro horizonte. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964, 2 v.
SARAIVA, José Flávio Sombra. O lugar da África: a dimensão atlântica da política externa brasileira (de 1946 a nossos dias). Brasília: Ed. da UnB, 1996.

 

 

3. DIREITO PARA QUEM DINHEIRO TEM. E QUEM NÃO TEM? INTERSECÇÕES ENTRE HISTÓRIA, PODER E JUSTIÇA SOCIAL NO BRASIL Voltar ao Topo

Prof. Msc. Luiz Fernando de Oliveira (UniEVANGÉLICA)

 

Ao partir do tema "Direito para quem dinheiro tem. E quem não tem? Intersecções entre História, Poder e Justiça Social no Brasil", este minicurso tem por objetivo investigar como o poder econômico e a falta dele se refletem na efetivação dos direitos fundamentais no Brasil. O movimento constitucionalista mundial buscou historicamente a criação de normas que dispusessem e garantissem determinados direitos a todo ser humano. A cada direito, por mais imperceptível que pareça, um custo correspondente lhe cabe ser suportado. Por exemplo, a liberdade. Em esfera estatal, os direitos podem ser custeados pela receita tributária arrecadada pelo Estado. Na esfera privada e individual, é necessário custear um advogado, caso a liberdade seja tolhida. Por que o direito por si só não basta? Como, por que e por quem ele tem sido custeado? E quem não tem como pagar pelo direito, está condenado a viver sem direito? Essas e outras questões serão levantadas nesse minicurso, que, em uma perspectiva multidisciplinar, buscará identificar possíveis intersecções entre história, poder e justiça social no Brasil no custeio dos direitos.

Programação do Minicurso:

Aula I (23/09/2014)
Intersecções entre Direito e História

Aula II (24/09/2014)
Intersecções entre Direito e Poder

Aula III (25/09/2014)
Intersecções entre Direito e Justiça Social no Brasil

Bibliografia básica:
AGUIAR, Roberto A. R. de. O que é justiça: Uma abordagem dialética. São Paulo: Alfa-Omega, 1982.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
BOBBIO, Norberto. Igualdade e liberdade. Trad. Carlos Nelson Coutinho. 5. ed. Rio de Janeiro: Eidouro, 2002.
______. Liberalismo e democracia. São Paulo: Brasiliense, 2000.
______. Locke e o direito natural. Trad. Janete Melasso Garcia. Brasília: Universidade de Brasília, 1997.
______. Direito e Estado no pensamento de Emanuel Kant. Trad. Alfredo Fait. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1992.
______. A Era dos direitos. Trad. Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Campus, 1992.
CAMPILONGO, Celso Fernandes. O direito na sociedade complexa. São Paulo: Max Limonad, 2000.
FERRAZ JUNIOR, Tércio Sampaio. Introdução ao estudo do direito: técnica, decisão, dominação. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. Trad. Raul Fiker. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1991.
HOLMES, Stephen; SUNSTEIN, Cass R. The cost of rights: why liberty depends on taxes. New York: Norton, 1999.
IHERING, Rudolf  Von. A luta pelo direito. Trad. Sílvio Donizete Chagas. São Paulo: Acadêmica, 1993.
KELSEN, Hans. ¿Qué es Justicia?. Trad. Albert Calsamiglia. Barcelona: Ariel, 1982.
______. Teoria geral do Direito e do Estado. Trad. Luís Carlos Borges. São Paulo: Martins Fontes; Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1990.
______. Teoria Pura do Direito. Trad. João Batista Machado. 3. ed. Coimbra: Armênio Amado — Editor, sucessor, 1974.
MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de direito constitucional. São Paulo: Saraiva, 2007.
PAIXÃO, Cristiano. Modernidade, tempo e direito. Belo Horizonte: Del Rey, 2002.
REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. 27. ed. São Paulo: Saraiva, 2006.
VALE, André Rufino do. Eficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas. Porto Alegra: Sérgio Antonio Fabris Ed., 2004.

 

4. ENTRE TEXTOS E IMAGENS: OS PERIÓDICOS COMO FONTE DE PESQUISA. Voltar ao Topo

Prof. Dr. Rafael Alvez Pinto Júnior (IF/Jataí)

 

O objetivo deste minicurso é oferecer aos interessados subsídios para a utilização dos periódicos como fontes historiográficas, observando seus conteúdos, os contextos sociais de suas produções e a utilização das fontes textuais e imagéticas. Este curso se justifica pela importância da formação de pesquisadores e sua relação com o objeto de pesquisa, no caso a imprensa periódica. Metodologicamente pretendemos analisar os periódicos – jornais e revistas –, seus aspectos materiais e suas temáticas. Relacionaremos as imagens como objeto de pesquisa e sua utilização como fontes. Ao final do curso procuraremos abrir espaço de diálogo para os projetos de pesquisa em andamento.

Programação do Minicurso:

Aula I (23/09/2014)
Imprensa: objeto e sujeito da história. O contexto da produção. Organização interna e conteúdo: material iconográfico presente ou ausente. Grupo responsável, principais colaboradores e ligações com os grupos sociais consumidores. Relação com o mercado. Características de ordem material. 

Aula II (24/09/2014)
A imagem como fonte historiográfica: elementos de programas de comportamentos e fonte de imaginários. Elementos de leitura de imagens e inserção na pesquisa. 

Aula III (25/09/2014)
Análise de projetos de pesquisa e orientação individual.

Bibliografia básica:
AUMONT, Jacques. A imagem. São Paulo: Papirus, 2006.
BAXANDALL, Michael. Padrões de intenção. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
CAPELATO, Maria Helena. Os arautos do liberalismo. São Paulo: Brasiliense, 1989.
DE LUCA, Tânia Regina. A revista do Brasil: um diagnóstico para a (N)ação. São Paulo: Fundação Editora da Unesp, 1999.
___________________. História dos, nos e por meio dos periódicos. In: PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2008.
DEBRAY, Regis. Vida e morte da imagem: uma história do olhar no Ocidente. Petrópolis: Vozes, 2004.
JOLY, Martine. Introdução à análise da imagem. São Paulo: Papirus, 2007.
JUNIOR, Rafael A. Pinto. Casas de sonho: a cultura de morar no Brasil nas páginas de Casa e Jardim, Casa Claudia e Arquitetura & Construção. Tese (Doutorado em História) – Faculdade de História, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2011.
KNAUSS, Paulo. O desafio de fazer história com imagens: arte e cultura visual. ArtCultura. Uberlândia, v. 8, n. 12, p. 97-115, jan./jun. 2006.
MARTINS, Ana Luiza. Revistas em revista. São Paulo: Edusp, 2001.
MARTINS, A. Luiza; DE LUCA, T. Regina (orgs.). História da imprensa no Brasil. São Paulo: Contexto, 2008.
MIRA, Maria Celeste. O leitor e a banca de revista. São Paulo: Olho d´água/ Fapesp, 2001.
MIRZOEFF, Nicholas. Una introducción a la cultura visual. Barcelona: Paidós, 2003. 
PAIVA, Eduardo França. História & imagens. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

 

5. FRIDA KAHLO E O ENSINO DE HISTÓRIA: SUJEITO, OBRA, CULTURA - UM INCENTIVO AO RESGATE E AO FAZER HISTÓRICO Voltar ao Topo

Profa. Dra. Silma do Carmo Nunes(Unipac/GEPEGH – UFU)
                                 Márcio André da Silva Aluize (FIPA/ GEPEGH – UFU)

 

O minicurso tem por objetivo principal possibilitar a discussão sobre a importância do resgate sobre o fazer histórico voltado para auxiliar os participantes no debate a respeito do processo de arqueologia e estruturação metodológica das diferentes possibilidades de aplicação do ensino de história a partir das artes visuais, em especial, realizando um recorte na obra de Frida Kahlo (1907-1954). A proposta surge a partir das discussões, diálogos, debates e minicursos que foram realizados durante a pesquisa intitulada “As Artes Visuais e Suas Contribuições para o Ensino de História, com vigência nos anos de 2012-2013 na cidade de Uberlândia MG”. Neste minicurso pretendemos apresentar a vida e obra da pintora mexicana Frida Kahlo, a forma como conseguiu, em suas pinturas, expressar sua cultura e a mexicanidade, promovendo, assim, um resgate cultural de suas raízes, criando uma ponte entre o passado, seu próprio tempo e nos permitindo, na contemporaneidade, percebermos a importância histórica de se preservar as origens. Pretendemos, ainda, de forma sintetizada, apresentar a biografia de Frida escrita por Hayden Herrera (2011) e O diário de Frida Kahlo, escrito e desenhado pela própria pintora e publicado em 1995. Nesta segunda parte objetiva-se discutir a importância da promoção da escrita histórica como documento de expressividade do sujeito histórico ativo na contemporaneidade. O minicurso foi estruturado de forma a ser uma atividade dinâmica e interativa, o que permitirá aos participantes uma viagem pela história de uma mulher do passado, consagrada por sua obra, mas que, acima de qualquer reconhecimento, marcou sua vida na história da humanidade, sendo considerada como exemplo de superação. Uma artista única pela forma como conseguiu materializar seu interior em suas obras e que ultrapassa o tempo em que com sua luta independente da causa — social, política, ideológica, partidária ou cultural —, consegue se projetar como a intrigante Frida Kahlo.

Objetivos gerais:
O minicurso tem como objetivo principal promover diálogos sobre a importância do resgate sobre o fazer histórico, apresentando, através das obras de Frida Kahlo, a cultura de seu tempo, buscando nesta (re)leitura associar os processos do ensino de história na contemporaneidade e as possibilidades do resgate da cultura, o incentivo ao registro histórico, bem como propor metodologias pedagógicas que auxiliem no processo de planejamento e realização das aulas de história.

Objetivos específicos:
Apresentar os objetivos da análise da obra e vida de Frida Kahlo para o ensino de história.
Sintetizar a biografia de Frida Kahlo, escrita por Hyden Herrera.
Discutir a apresentação de livros para crianças com a história de Frida Kahlo.
Resgatar a importância do registro histórico.
Analisar a importância das artes para o ensino de história na educação básica.
Analisar a importância do resgate da cultura para o ensino de história.
Apresentar e debater o filme Frida Kahlo (2002).
Analisar obras de arte, contextualizando-as com as práticas educativas.

 

Programação do Minicurso:

Aula I (23/09/2014)
Será apresentada a vida e obra de Frida Kahlo, através de projeções de imagens e vídeos nos quais ocorrem narrativas sobre a vida da pintora.

Aula II (24/09/2014)
Apresentação do filme Frida Kahlo (2002), seguida roda de conversa para discutir os perigos e sucessos na utilização dos filmes como recursos metodológicos para a promoção da contextualização de temáticas específicas propostas pelo ensino de história.

Aula III (25/09/2014)
No terceiro dia objetivamos realizar uma breve atividade interativa (minioficina) para fixação da proposta apresentada e, ainda, promover um diálogo a partir de fragmentos da obra de Isabel Barca (professora associada da Universidade do Minho-Portugal) sobre o papel do docente de história.

Bibliografia básica:
ANDRÉ, Marli Eliza D. A. de. Etnografia da prática escolar. 10. ed. Campinas/SP: Papirus, 2003.
BAITELLO JÚNIOR, Norval. A era da iconografia: ensaios da comunicação e cultura. São Paulo: Hacker Editores, 2005.
BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte. São Paulo: Cortez, 2002.
BARROS, José D. Assunção. O campo da história: especialidades e abordagens. Petrópolis: Vozes, 2009.
DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico. Campinas: Papirus, 2006.
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1987.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. 42. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
HERRERA, Hayden. Frida: a biografia. Trad. Renato Marques. São Paulo: Globo, 2011.
LE GOFF, J. A história nova. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 1990.
MARTINS, Mirian Celeste Ferreira Dias. Didática do ensino da arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998.
NACHMANOVICTCH, Sthepen. Ser criativo: o poder de improvisação na vida e na arte. Trad. Eliana Rocha. São Paulo: Summus,1993.
NIKITIUK, Sônia. (Org.). Repensando o ensino de história. São Paulo: Cortez, 1996.
PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. São Paulo: LTC, 1990.
PIAGET, Jean. A linguagem e o pensamento da criança. 3. ed. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1973.
REGO, Teresa Cristina. Ensino e constituição do sujeito. In: COLEÇÃO MEMÓRIA DA PEDAGOGIA. Liev Seminovich Vygotsky. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Segmento Duetto, 2005. p. 58-67.
RUIZ, Rafael. Literatura: novas formas de abordar o ensino de história. In: KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contextos, 2005. p. 75- 91.
SANTAELLA, Lucia. Matrizes da linguagem e pensamento. São Paulo: Iluminuras, 2001.
SANTOS, João Bosco Cabral (org.). Sujeito e subjetividade: discursividades contemporâneas. Uberlândia: Edufu, 2009.
SILVA, Marcos; RAMOS, Alcides Freire. Ver história: o ensino vai aos filmes. São Paulo: Hucitec, 2011.
VIDAL, Diana Gonçalves. Cultura e prática escolares: uma reflexão sobre documentos e arquivos escolares. In: SOUZA, Rosa Fátima de; VALDEMARIN, Vera Teresa (orgs.). A cultura escolar em debate. Campinas/SP: Autores Associados, 2005. p. 3-30.
WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. Trad. Cláudia Berliner. Rev. Izabel Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

6. HISTÓRIA E LITERATURA: ENTRE ESTRATÉGIAS E TÁTICAS NO ROMANCE PROLETÁRIO BRASILEIRO (1933-1937) Voltar ao Topo

Prof. Msc. Matheus de Mesquita e Pontes (Doutorando em História pela UFG/IFMT)

 

A Revolução Russa, como aprofundamento radical da ação e do pensamento marxista, tornou-se um marco histórico que transformou parte significativa das relações sociais e culturais no século XX. Após 1918, diversos artistas e literatos se tornaram partidários da Revolução, com o intuito de “falar às massas”, demonstrar que existe uma possibilidade de superação dessa sociedade falida pela guerra e pela cobiça do capital. Do capitalismo ao socialismo, era a grande alternativa que poderia salvar os homens rumo a um futuro próximo, sendo o proletariado o protagonista dessa transformação imaginada e desejada, o novo herói da humanidade a ser glorificado por parcela significativa dos literatos. No minicurso proposto, almeja-se abordar as características desse modelo de literatura no Brasil, o denominado “Romance Proletário” (1933-1937). Sendo assim, selecionamos os romancistas Jorge Amado, Patrícia Galvão e Amando Fontes para compreender as estratégias e táticas desses literatos e dos grupos sociais aos quais eles se vinculavam.

Programação do Minicurso:
Aula I (23/09/2014)


a) A literatura vista como instrumento de transformação: o literato entre o engajamento e a militância.
b) As estratégias dos grupos sociais e as táticas dos literatos.
c) O panorama político e literário: “tempos de incertezas” e repressão.

Aula II (24/09/2014)


a) Jorge Amado: do ceticismo ao engajamento, do engajamento à militância.
b) Jorge Amado e PCB: as variações sobre a ação revolucionária no campo e na cidade.
c) Patrícia Galvão: da disciplina partidária à desilusão.
d) Patrícia Galvão: a defensora da literatura libertária e da autonomia intelectual do escritor.

Aula III (25/09/2014)


a) Amando Fontes: o “rejeitado” no “Romance Proletário”.
b) Amando Fontes: entre trabalhadores retirantes e trabalhadoras prostitutas.
c) Convergências e diferenças entre os romancistas.

Bibliografia b ásica:
AMADO, Jorge. Cacau. São Paulo: Martins, 1961.
______. Suor. São Paulo: Martins, 1961.
______. Jubiabá. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
______. Mar morto. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
______. Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
CERTEAU, Michel de. A cultura no plural. Campinas-SP: Papirus, 2012.
______. A escrita da história. São Paulo: Forense Universitária, 2008.
______. A Invenção do Cotidiano: artes de fazer. Petrópolis-RJ: Vozes, 2012.
DENIS, Benoite. Literatura e engajamento. Bauru-SP: Edusc, 2002.
DÓRIA, Carlos Alberto. O dual, o feudal e o etapismo na teoria da revolução brasileira. In: MORAES, João Quartim (org.). História do marxismo no Brasil: teorias, interpretação. Campinas-SP: Editora da Unicamp, 2007. p. 245-298.
DUARTE, Eduardo de Assis. Jorge Amado: romance em tempo de utopia. Rio de Janeiro: Record, 1996.
FERRAZ, Geraldo Galvão (org.). Paixão Pagu: uma autobiografia precoce de Patrícia Galvão. Rio de Janeiro: Agir, 2005.
FONTES, Amando. Os Corumbás. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003.
______. Rua do Siriri. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d.
GALVÃO, Patrícia. Parque industrial. São Carlos-SP: EDUFSCar, 1994.
______. A famosa revista. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.
HOBSBAWM, Eric.Era dos Extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
______. Et all (org.). História do marxismo. vol. 7,9 e 11. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
THÈSES, MANIFESTES ET RÉSOLUTIONS, Adoptés par lês I, II, III et IV Congrès de I’Internationale Communiste (Textes complets). François: Bibliotheque Communiste: Librairie du Travail, Juin 1934.

 

7. HISTÓRIA LOCAL E REGIONAL Voltar ao Topo

Carolina Oliveira e Oliveira (Doutoranda em História pela UFU)
Vera Lúcia Silva (Mestranda em História pela UFU)

CANCELADO PELO PROPONENTE

O minicurso irá discutir, teórica e metodologicamente, concepções de História Local, História Regional e História Nacional, com o objetivo de problematizar trajetórias da produção da História do Brasil. Visa discutir diferentes percursos metodológicos que compõem o aprendizado do historiador e refletir sobre a importância dos estudos regionais e locais para a compreensão da História Brasileira. Busca-se ainda, neste contexto, refletir sobre a produção e sobre o significado social das fontes para os historiadores, articulados a diversidade de lugares de pesquisas de cunho regional ou local, dando ênfase aos centros de documentação, museus, entre outras instituições voltadas para esta função.

Programação do Minicurso:

Aula I (23/09/2014)
Discussão teórica e metodológica sobre concepções de história regional.

Aula II (24/09/2014)
Debate sobre a importância dos arquivos, centros de documentação, bibliotecas. Discutir sobre o significado social das fontes e possibilidades de pesquisa locais para o historiador.

Aula III (25/09/2014)
Visita técnica a um museu para refletir sobre as possibilidades de pesquisa em história regional a partir das discussões das aulas anteriores.

Bibliografia básica:
GINZBURG, Carlo. O nome e como: troca desigual e mercado historiográfico. In: __________ A micro-história e outros ensaios. Lisboa; Rio de Janeiro: Difel; Bertrand Brasil, 1989.
SILVA, Marcos A. da. A história e seus limites. História e Perspectivas. Uberlândia, v. 6, n. 6, p. 59-65, jan./jun. 1992.
CHALOUB, Sidney. Introdução: Zading e a história. In. ________ Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
SCHELLENBERG, Theodore Roosevelt. A importância dos arquivos. In: _______ Arquivos modernos: princípios e técnicas. Rio de Janeiro: FGV, 2012.
PINSKY, Carla Bassanezi (org.) Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2011.
PORTELLI, Alessandro. O que faz a história diferente. Projeto História. São Paulo, n. 14, p. 25-39, fev. 1997.
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez. 2001.

 

8. HISTORIOGRAFIA: UMA BREVE DISCUSSÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA E SUA APLICAÇÃO AO CASO CHILENO DURANTE A SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX Voltar ao Topo

Vanessa Moraes Pacheco (Doutoranda em História - PUC-Chile)

Após a independência das colônias americanas, em todos os novos Estados os intelectuais locais começaram a escrever a história nacional, tentando desvincular-se política e culturalmente dos seus laços com a metrópole. Ambiguamente, o passado nacional dos novos Estados só podia ser construído a partir da herança colonial porque era ela que explicava a existência do Estado e justificava seus caminhos para o futuro. Desse modo, as histórias nacionais surgiram já divididas em duas partes: uma delas referente aos séculos de colonização e a outra referente ao período de libertação e conformação do Estado independente. Mas essas duas “histórias” estavam conectadas, por isso os intelectuais americanos do século XIX tiveram que principiar sua atividade historiográfica pela pergunta: como apropriar-se do passado colonial, atrelado à história metropolitana, para construir um sentido nacional e independente?
Esse desafio foi compartilhado por todas as ex-colônias americanas (incluindo Haiti, Estados Unidos e Brasil), pois em todas se produziram tradições históricas nas quais se narraram, descreveram e defenderam o novo Estado. Entretanto, me centrarei ao estudo de caso do surgimento e consolidação da historiografia chilena durante a segunda metade do século XIX. Para tanto me dedicarei a mostrar como, no Chile, se estudou e se escreveu sobre o passado nacional e como essas obras tiveram também usos políticos por aqueles que a escreveram ou recorreram a elas para justificar suas visões de mundo. Tendo em vista esses objetivos, na primeira parte do minicurso me dedicarei a apresentar uma discussão atualizada sobre o estudo da historiografia, explorando as principais sugestões teórico-metodológicas apresentadas pela Historia Intelectual, principalmente pela Escola de Cambridge e História dos Conceitos. Na segunda parte do minicurso procurarei mostrar de que maneira os primeiros historiadores chilenos eram indivíduos de ampla inserção social que atuaram política e culturalmente em sua sociedade, principalmente através de suas obras sobre o passado nacional. Nesse sentido, será explorado como a compreensão do passado pode surgir de um diagnóstico do tempo presente e estar direcionada para justificar e orientar um projeto para o futuro.

Programação do Minicurso:
Aula I (23/09/2014)
O método histórico da Escola de Cambrigde: uma leitura das obras de Quentin Skinner e J. G. A. Pocock. O método histórico da História dos Conceitos.

Aula II (24/09/2014)
Estudo sobre o estado da questão dos estudos sobre a historiografia moderna.

Aula III (25/09/2014)
A concepção metodológica e a dimensão política da historiografia chilena no século XIX.

Bibliografia básica:
COLMENARES, Germán. Las convenciones contra la cultura: ensayos sobre historiografía hispanoamericana del siglo XIX. 4. ed. Santafé de Bogotá: Universidad del Valle: Banco de la República, 1997.
KOSELLECK, Reinhart. Uma História dos Conceitos: problemas teóricos e práticos. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, p. 134-146, 1992.
MEJÍA, Sérgio. ¿Qué hacer con las historias latinoamericanas del siglo XIX? (A la memoria del historiador Germán Colmenares). Anuario Colombiana de Historia Social y de la Cultura. Bogotá, n. 34, p. 425-458, 2007.
MEJÍA, Sergio. La noción de historicismo americano y el estudio de las culturas escritas americanas. Historia Crítica. Bogotá: edición especial, p. 246-260, nov. 2009.
ODALIA, Nilo. As formas do mesmo: ensaios sobre o pensamento historiográfico de Varnhagen e Oliveira Vianna. São Paulo: Editora Unesp, 1997.
PALTI, Elías José. Giro lingüístico e historia intelectual. Buenos Aires: Universidad Nacional de Quilmes, 1998.
PALTI, Elías José. Lugares y no lugares de la ideas en América Latina. In: PALTI, Elías José. El tiempo de la política: el siglo XIX reconsiderado. Buenos Aires: Siglo Veintiuno, 2007. p. 259-308.
POCOCK, John Greville Agard. Linguagens do ideário político. Trad. Sérgio Miceli. São Paulo: Edusp, 2003.
SKINNER, Quentin. Lenguaje política e historia. Buenos Aires: Universidad Nacional de Quilmes, 2007.
ZERMEÑO PADILLA, Guillermo. Apropiación del pasado, escritura de la historia y construcción de la nación en México. In: PALACIOS, Guillermo (coord.). La nación y su historia: independencias, relato historiográfico y debates sobre la nación: América Latina, siglo XIX. México: El Colegio de México, 2009. p. 81-112.

 

 

9. IGREJA CATÓLICA E MOVIMENTOS SOCIAIS Voltar ao Topo

Prof. Msc. Luiz Ricardo Prado

 

CANCELADO PELO PROPONENTE

Durante vários séculos de sua história, a Igreja Católica Apostólica Romana se preocupou em manter sua autonomia, bem como sua hierarquia; não existia um olhar para os fiéis e muito menos para os problemas enfrentados pelas mais diversas sociedades. Em meados do século XX, mais especificamente em 1961, através da bula papal Humanae Salutis (A Saúde Humana), o Papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II, que teve início em 1962 e foi finalizado em 1965. Este Concílio modificou algumas formas de atuação da Igreja no mundo. Na América Latina foi a partir das propostas conciliares que nasceu a Teologia da Libertação. Este pensamento libertador vai marcar as formas de atuação da Igreja Católica Latino-americana que passará a refletir sobre os processos de exclusão, sofrimento e desigualdade nos quais se encontrava a população neste continente. As décadas de 1960, 1970 e 1980 marcaram a história do Brasil pela ditadura militar que aqui se instala nesse período. No bojo deste novo modelo político temos o advento dos movimentos de cunho social que surgem como forma de enfrentamento ao estado autoritário do período. A Igreja Católica também está se organizando neste momento para pensar a sociedade integrante das camadas subalternas; sendo assim, muitos destes movimentos são organizados e desenvolvidos no seu interior. Portanto, o presente curso tem como objetivo refletir sobre a relação entre os movimentos sociais nas décadas de 60, 70 e 80 e a Igreja Católica.

Programação do Minicurso:
Aula I (23/09/2014)
A Igreja Católica antes e depois do Concílio Vaticano II.

Aula II (24/09/2014)
O surgimento da Teologia da Libertação e a atuação da Igreja Católica no meio social.

Aula III (25/09/2014)
A atuação dos movimentos sociais e a relação com a Igreja Católica e a decadências desses movimentos no fim dos anos 1980. 

Bibliografia básica:
ARNS, Dom Paulo Evaristo. Brasil: nunca mais. Petrópolis: Vozes, 1986.
BALDISSERA, Adelina. CEBS poder, nova sociedade. São Paulo: Editora Paulinas, 1987.
BETTO, Frei. O que é Comunidade Eclesial de Base. São Paulo: Abril Cultural; Brasiliense. 1985. (Coleção Primeiros Passos).
BOFF, Leonardo. Teologia do cativeiro e da libertação. Petrópolis: Vozes, 1980.
BRITO, Lucelmo Lacerda de. Medellín e Puebla: epicentro do confronto entre progressistas e conservadores na América Latina. Revista Espaço Acadêmico, n. 111, ago. 2010.
CATÃO, C. A. Francisco. O que é teologia da libertação. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989.
STEPAN, Alfred. Democratizando o Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
DUSSEL, Enrique D. Caminhos de libertação latino-americana: interpretação histórico-teológica Tomo I. São Paulo: Paulinas, 1984.
GOHN, Maria da Glória. História dos movimentos e lutas sociais: a construção da cidadania dos brasileiros. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2011.
GUTIÉRREZ, Gustavo. A força histórica dos pobres. Petrópolis: Vozes, 1981.
HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914 – 1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
LEVILLAIN. Philippe. O Concílio Vaticano II (1962-1965). In: CORBIN, Alain (org.). História do cristianismo. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
LIBANIO, João Batista. Concílio Vaticano II: em busca de uma primeira compreensão. São Paulo: Loyola, 2005.
MEIHY, José Carlos Sebe Bom. Vozes da Marcha pela Terra. São Paulo: Loyola, 1998.
MONDIN, Battista. Os teólogos da libertação. São Paulo: Paulinas, 1980. 
SERBIN, Keneth P. Diálogo na sombra: bispos e militares, diálogos e justiça social na ditadura. São Paulo:Companhia das Letras, 2001.

 

 

10. INDIVÍDUO, CULTURA E SOCIEDADE: VIVER E CONVIVER. Voltar ao Topo

Estael de Lima Gonçalves (UFG/Jataí)
                         Michaela Bette Câmara (UFG/Jataí)

 

Este minicurso propõe a análise da construção social da pessoa e de sua identidade a partir da problemática do indivíduo na cultura e no sistema das relações sociais em aspectos diversos, tais como questões de raça e cor, gênero e sexualidade, integração com o meio ambiente e inclusão social, buscando assim promover em seus participantes:
- o desenvolvimento do senso crítico e analítico para identificarem os aspectos significativos das ações individuais e coletivas;
- uma reflexão sobre o significado da cultura e suas implicações na construção e transformações das relações sociais;
- uma compreensão relacional e integradora do fenômeno sociocultural com a multiplicidade de aspectos que caracterizam o humano 
- técnicas, costumes, produção de  conhecimento, formulação de regras, comunicação, organização, valores, afetividade em suas expressões de diversidade;
- capacidade de analisar e interpretar a realidade social como processo de contato com as diferenças, possibilitar uma compreensão crítica do ser humano em sua relação com a herança cultural e as constantes transformações da sociedade.

Programação do Minicurso
Aula I (23/09/2014)
Indivíduo, cultura e sociedade - viver e conviver na sociedade atual.

Aula II (24/09/2014)
Indivíduo, cultura e sociedade - vivendo os preconceitos  -  Exibição de peça fílmica.

 Aula III (25/09/2014)
Viver e conviver com a diferença – adequações.

Bibliografia básica:
DUVEEN, Gerard. A construção da alteridade. In: ARRUDA, Ângela (org.). Representando a alteridade. Petrópolis: Vozes, 1998. p. 47-68.
ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.
GEERTZ, Clifford. O impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem In: ________. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. p. 45-66.
MARTINS, José de Souza. As hesitações do moderno e as contradições da modernidade no Brasil. In: _______. A sociabilidade do homem simples: cotidiano e história na modernidade anômala. São Paulo: Hucitec, 2000, p. 17-54.
MARTINS, José de Souza. O senso comum e a vida cotidiana. In: : _______. A sociabilidade do homem simples: cotidiano e história na modernidade anômala. São Paulo: Hucitec, 2000. p. 55-64.
VIANA, Nildo. Introdução à sociologia. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.

 

11. INTELECTUALIDADE, CULTURA E MARXISMO Voltar ao Topo

Prof. Mcs. Leonardo Venicius Parreira Proto  (UEG/ UnU Iporá - (Doutorando em Sociologia pela UFG / Bolsista da Fapeg)
Prof. Mcs. Renato Dias de Souza - (UEG/UnU Formosa - Doutorando em Sociologia na UFG)

 

Neste minicurso pretende-se discutir a produção teórica de intelectuais marxistas, inserida no conjunto da sociedade, onde a cultura é um dos elementos fundamentais, considerando-se que está circunscrita ao modo de produção capitalista, ou seja, relacionada à luta de classes e seus respectivos desdobramentos. Nesse sentido, a intelectualidade na sociedade contemporânea pode contrapor-se teoricamente à classe dominante, vinculando-se aos interesses da classe trabalhadora em seu revolucionário movimento histórico, ou reproduzir aqueles próprios à dominação, tornando-se os intelectuais, ao trilhar este último caminho, produtores de concepções ideológicas que sistematizam uma falsa consciência da realidade. Desse modo, parte da intelectualidade está subordinada às classes dominantes, enquanto outra, em sua produção teórica, expressa uma consciência de classe antagônica às determinações fundamentais do modo de produção capitalista. Foi deste último modo que o marxismo alargou a concepção de sujeito histórico, o repertório de fontes possíveis aos historiadores e colocou em pauta novos temas. Destacam-se, nessa profícua produção, os seguintes: a questão da organização e da revolução (Marx, Pannekoek, Otto Rühle, Rosa Luxemburgo), a arte, a estética, a literatura (Lukács, Debord, Tragtenberg, Nildo Viana), o cotidiano (Henri Lefebvre), a filosofia (Korsch), dentre outros. Os escritos e posições dos intelectuais marxistas se originam no horizonte da luta de classes em toda sua significação, a partir das determinações sociais que lhes são próprias, explicitando-se em sua “crítica desapiedada do existente”.

Programação do Minicurso:
Aula I (23/09/2014)
Concepções sobre intelectualidade e suas práticas sociais.

Aula II (24/09/2014)
Os intelectuais e a cultura: a problemática do poder.

Aula III (25/09/2014)
Intelectualidade como classe social.

Bibliografia básica:
BENDA, Julien. A traição dos intelectuais. São Paulo: Peixoto Neto, 2007.
BERGER, Peter (org.). Marxismo y sociología. Buenos Aires: Amorrortu, 1972.
BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder. São Paulo: Unesp, 1997.
BOUDIN, Louis. Os intelectuais. Lisboa: Arcadia, 1971.
BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. A reprodução. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1982.
BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 1992.
BOURDIEU, Pierre. Campo de poder, campo intelectual. Buenos Aires: Montressor, 2002.
BOURDIEU, Pierre. Os usos sociais da ciência: por uma sociologia clínica do campo científico. São Paulo: Unesp, 2004.
BOURDIEU, Pierre. Por un corporativismo de lo universal. Critérios, n. 32, p. 5-14, jul./dez. 1994.
BRAGA, Lisandro; MARQUES, Edmilson (orgs.). Intelectualidade e luta de classes. São Carlos: Pedro e João Editores, 2013.
BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
CASANOVA, Antoine; PRÉVOST, Claude; METZGER, Joe. Os intelectuais e as lutas de classes. Lisboa: Estampa, 1975.
CHOMSKY, Noam. La responsabilidad de los intelectuales. 3. ed. Barcelona: Ariel, 1974.
CORBUSIER, Roland. Os intelectuais e a revolução. Rio de Janeiro: Avenir, 1980.
GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982.
JACOBY, Russell. Os últimos intelectuais: a cultura americana na era da academia. São Paulo: Trajetória Cultural:
Edusp, 1990.
KORSCH, Karl. Marxismo e filosofia. Porto: Afrontamento, 1977.
KORSCH, Karl. Karl Marx. Barcelona: Ariel, 1983.
LABRIOLA, Antonio. La concepción materialista de la história. Madrid: Editorial 7, 1979.
LECLERC, Gérard. Sociologia dos intelectuais. São Leopoldo: Unisinos, 2004.
LÊNIN, W. Que fazer? São Paulo: Hucitec, 1978.
LÉVY, Bernard-Henri. Elogio dos intelectuais. Rio de Janeiro: Rocco, 1988.
LÖWY, Michael. Para uma sociologia dos intelectuais revolucionários: a evolução política de Lukács (1909-1929). São Paulo: LECH, 1979.
LUKÁCS, Georg. História e consciência de classe. 2. ed. Rio de Janeiro: Elfos, 1980.
LUKÁCS, György. El problema de la organización de los intelectuales. In: Revolución Socialista y Antiparlamentarismo. 2. ed. México: PYP, 1978.
MACHADO NETO, Antônio Luiz. Da vigência intelectual: um estudo de sociologia das ideias. São Paulo: Grijalbo, 1968.
MACHADO NETO, Antônio Luiz. Marx e Mannheim. 2. ed. Salvador: Progresso, 1956.
MAKHAÏSKY, J. W. O Socialismo de Estado. In: TRAGTENBERG, M. (org.). Marxismo Heterodoxo. São Paulo, Brasiliense, 1981.
MANNHEIM, Karl. O problema do intelectual. In: FORACCHI, Marialice (org.). Mannheim. São Paulo: Ática, 1982. (Col. Grandes Cientistas Sociais).
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã (Feuerbach). 3. ed. São Paulo: Ciências Humanas, 1982.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Petrópolis: Vozes, 1988.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Sobre literatura e arte. São Paulo: Global, 1986.
MARX, Karl. A Comuna de Paris. In: VIANA, Nildo (org.). Escritos revolucionários sobre a Comuna de Paris. Rio de Janeiro: Rizoma, 2011.
MARX, Karl. A miséria da filosofia. 2 ed. São Paulo: Global, 1986.
MARX, Karl. O Capital. 5 v. 3. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988.
MARX, Karl. O Dezoito Brumário e Cartas a Kugelman. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986b.
MATTICK, Paul. Rebeldes y renegados: la función de los intelectuales y la crisis del movimiento obrero. Barcelona: Icaria, 1978.
MILLS, Charles Wright. Sobre o artesanato intelectual e outros ensaios. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
MILLS, Charles Wright. Poder e política. Rio de Janeiro: Zahar, 1965.
POULANTZAS, Nicos. poder político e classes sociais. São Paulo: Martins Fontes, 1977.
REIS FILHO, Daniel Aarão (org.). Intelectuais, história e política. Rio de Janeiro: 7letras, 2000.
RUBEL, Maximilien. Marx critico del marxismo. Bologna: Cappelli, 1983.
SAID, Edward. Representações do intelectual: as Conferências Reith de 1993. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
SARTRE, Jean-Paul. Em defesa dos intelectuais. São Paulo: Ática, 1994.
SONNATI, Stefano. Ciencia y científicos en la sociedad burguesa. Barcelona: Icaria, 1977.
TRAGTENBERG, Maurício (org.). Marxismo heterodoxo. São Paulo: Brasiliense, 1981.
VIANA, Nildo. A consciência da história: ensaios sobre o materialismo histórico-dialético. 2. ed. Rio de Janeiro: Achiamé, 2007.
VIANA, Nildo. A intelectualidade como classe social. Revista Espaço Acadêmico, v. 65, p. 10-16, ago. 2006.
VIANA, Nildo. A teoria das classes sociais em Karl Marx. Florianópolis: Bookess, 2012.
VIANA, Nildo. Escritos metodológicos de Marx. Goiânia: Alternativa, 2007.
VIANA, Nildo. Introdução à sociologia. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
VIANA, Nildo. O capitalismo na era da acumulação integral. São Paulo: Ideias e Letras, 2009.
VIANA, Nildo. O fim do marxismo e outros ensaios. São Paulo: Giz Editorial, 2007.
VIANA, Nildo. O que é marxismo? Rio de Janeiro: Elo, 2008.
WEBER, Max. Sobre a universidade. São Paulo: Cortez, 1989.
WEBER, Max. Ciência e política: duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2004.
WILLIAMS, Raymond. Cultura e materialismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.
WILLIAMS, Raymond. Cultura. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
WINOCK, Michel. O século dos intelectuais. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.

 

12. “PELA HISTÓRIA DE GOIÁS NO SÉCULO XIX”: PESQUISA, FONTES E A PROBLEMÁTICA DA OCUPAÇÃO DAS TERRAS NO SUDOESTE GOIANO Voltar ao Topo

Eduardo de Moraes Andrade (Mestrando PPGH/FH-UFG)

 

CANCELADO PELO PROPONENTE

O minicurso tem como objetivo abordar a problemática da ocupação das terras no sudoeste goiano, analisando a historiografia goiana que contempla (ou se aproxima) de tal temática e problematizando as fontes que permitiram a construção de alguns paradigmas, como os termos decadência e estrutura fundiária. Partindo dessa abordagem inicial, na qual será feita uma introdução às produções dessa historiografia, almeja-se chegar ao tema específico do processo de ocupação das terras do sudoeste goiano ocorrido na primeira metade do século XIX, mote enfatizado a partir da definição que considera as migrações para o sul/sudoeste goiano e o estabelecimento do latifúndio agropecuário como algo de grande importância por concretizar o povoamento de “Goyaz” após a decadência da mineração (em outras palavras, uma espécie de segunda leva colonizadora, ocorrida no pós-mineração). Nesse sentido, o recorte sobre o processo de ocupação das terras na região servirá para delimitar alguns trabalhos que compõem o “estado da arte” da temática, o que possibilitará uma análise mais específica dos pressupostos construídos e consolidados pela historiografia goiana. Alguns pressupostos teórico-metodológicos, como os que enviesam pelo estudo das “estratégias sociais” (história social thompsiana) e que também realizam a recomposição de “trajetórias” (micro-história) permitem destacar os paradigmas perpetuados e perceber as possibilidades investigativas desse passado. Esses pressupostos são mínimos diante das teias sociais ainda tão pouco recompostas e que permitem um conhecimento mais aprofundado da história. Por fim, resta acrescentar que o curso é preparado perspectivando como público os alunos da graduação ou já graduados. Portanto, o enfoque das discussões será realizado em consonância com a experiência de pesquisa e com a problemática das fontes de acordo com essa demanda. Estima-se que o momento seja profícuo para um diálogo que permita instigar a leitura contextualizada da historiografia e das diversas tipologias documentais. Alguns textos serão remetidos ao e-mail dos participantes, além do material de suporte do minicurso.

Programação do Minicurso:
Aula I (23/09/2014)
Tópico I: “Pela História de Goiás” no século XIX: historiografia e fontes
Nesse primeiro tópico será comentada a historiografia goiana que contempla o século XIX, também responsável por consolidar, ao longo das últimas quatro décadas, o paradigma da decadência. Deve-se salientar que trabalhos mais recentes (inclusive dentre as produções dessa mesma historiografia) têm sobressaído a essas afirmativas, e, portanto, permitem verificar novos olhares e tipos de interpretações lançadas sobre esse passado.

Aula II (24/09/2014)
Tópico II: O processo de ocupação das terras no sul/sudoeste goiano: historiografia e fontes
Nesse segundo tópico, discorrer-se-á sobre as produções que comtemplam o tema da questão de terras, e nisso será realizado o diálogo com o caso específico do processo de ocupação das terras no sudoeste goiano ocorrido na primeira metade do século XIX. Esse recorte propicia elencar e problematizar pontos específicos diante da complexidade histórica que relaciona o econômico ao social.

Aula III (25/09/2014)
Tópico III: O caso do processo de ocupação das terras no sudoeste goiano: perspectivas
Para concluir o minicurso, será corroborado o propósito central que consiste em afirmar as possibilidades investigativas do passado a partir do uso do arquivo e do viés teórico-metodológico que perspectiva as estratégias sociais e as trajetórias. Essas perspectivas não devem ser confundidas com o pressuposto da história regional, haja vista que suas matrizes teóricas intentam desvelar as singularidades imersas em uma teia de relações que ultrapassam esses limites.

Bibliografia básica:
AGUIAR, Maria do Amparo Albuquerque. Terras de Goiás: estrutura fundiária (1850-1920). Goiânia: Editora UFG, 2003.
ALMEIDA, Carla Maria Carvalho de; OLIVEIRA, Mônica Ribeiro de (orgs.). Nomes e números: alternativas metodológicas para a história econômica e social. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2006. p. 27-48.VAINFAS, Ronaldo. Micro-história: os protagonistas anônimos da história. Rio de Janeiro: Campus, 2002.
BACELLAR, Carlos de Almeida Prado. Os senhores da terra: família e sistema sucessório de engenho do Oeste paulista, 1765-1855. Campinas: Área de Publicações CMU/Unicamp, 1997.
CHAUL, Nasr Fayad Chaul. Caminhos de Goiás: da construção da modernidade aos limites da decadência. 3. ed. Goiânia: Editora UFG, 2010.
EINSENBERG, Peter L. Modernização sem mudança: a indústria açucareira em Pernambuco: 1840-1910. Trad. João Maia. Rio de Janeiro: Paz e Terra; Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 1977.
FRAGOSO, João Luís. O império escravista e a república dos plantadores. Parte A: Economia brasileira no século XIX: mais do que uma economia de plantation escravista-exportadora. In: LINHARES, Maria Yedda Leite (org.). História geral do Brasil: da colonização portuguesa à modernização autoritária. 4. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1990. p. 131-176.
FRANÇA, Basileu Toledo. Pioneiros. 4. reimp. fac. similar da 1. ed. Goiânia: Editora da UFG, 1995.
FREITAS, Marco Cezar de. Da micro-história à história das ideias. São Paulo: Cortez: UFS-IFAN, 1999.
FUNES, Eurípedes Antônio. Goiás 1800-1850: um período de transição da mineração à agropecuária. Goiânia: Editora da Universidade Federal de Goiás, 1986.
GARCIA, Ledonias Franco. Goyaz: uma província do sertão. Goiânia: Cânone Editorial: Editora PUC-Goiás, 2010.
GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais: morfologia e história. Trad. Federico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição. Trad. Maria Betânia Amoroso. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e fronteiras. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Monções. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 1990.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
LEAL, Oscar. Viagem às terras goyanas (Brazil Central). Apresentação do professor Ático Vilas Boas da Mota. Fac. similar da 1. ed. Goiânia: Editora da Universidade Federal de Goiás, 1980.
LEVI, Giovanni. A herança imaterial: trajetória de um exorcista no Piemonte do século XVII. Trad. Cynthia Marques de Oliveira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
LINHARES, Maria Yedda Leite; SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. Terra prometida: uma história da questão agrária no Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
LUZ, Maria Amélia de Alencar. Estrutura fundiária em Goiás: consolidação e mudanças (1850-1910). 1982. 249 f. Dissertação (Mestrado em História) – Instituto de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 1982.
OLIVEIRA, Hamilton A. A construção da riqueza no sul de Goiás, 1835-1910. 2006. 231 f. Tese (Doutorado em História) – Departamento de História da Faculdade de História, Direito Social da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Franca, São Paulo, 2006.
PALACÍN, Luís. O século de ouro em Goiás: 1722-1822 – estrutura e conjuntura numa capitania de Minas. 4. ed. Goiânia: Editora da UCG, 1994.
PRADO JÚNIOR, Caio. Evolução política do Brasil: e outros estudos. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
SILVA, Lígia Osório. Terras devolutas e latifúndio: efeitos da Lei de 1850. Prefácio de Plínio de Arruda Sampaio. 2. ed. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2008.
SILVA, Maria Aparecida Daniel da. Terra “sem lei nem rei: Goiás (1822 -1850). 2000. 153 f. Dissertação (Mestrado em História) – Programa de Pós-graduação em História das Sociedades Agrárias da Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 2000.
THOMPSON, Edward Palmer. A formação da classe operária inglesa. II A maldição de Adão. Trad. Renato Busatto Neto, Cláudia Rocha de Almeida. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012.
THOMPSON, Edward Palmer. Costumes em comum. Revisão técnica Antônio Negro, Cristina Meneguello, Paulo Fontes. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
VAINFAS, Ronaldo. Os protagonistas anônimos da história: micro-história. Rio de Janeiro: Campus, 2002.

 

13. VERSÕES CINEMATOGRÁFICAS DA HISTÓRIA: OS FATOS HISTÓRICOS VISTOS ATRAVÉS DAS LENTES DO CINEMA Voltar ao Topo

Profa. Msc. Sílvia Sobral Costa (UFG/Jataí)
Prof. Msc. João Bosco Brandão (Cesut)

A película é uma testemunha, por vezes um vestígio dos processos históricos que se desenvolvem nas sociedades humanas.  Presentes desde o início do século passado, os filmes se tornaram importantes reflexões/reflexos dos sentimentos humanos; documentos históricos que podem e devem ser analisados com atenção. Carregados de ideologias e das mais variadas intenções, os filmes tornaram-se parceiros de regimes totalitários, criaram e derrubaram mitos, arrecadaram milhões e levaram vários à ruína. Este minicurso tem como objetivo fazer análises, seguindo os passos de Marc Ferro, através de dois vieses por ele propostos: primeiramente através da “leitura histórica dos filmes históricos” que se traduz pela compreensão do filme no período em que foi produzido e ainda por meio da “leitura cinematográfica da história”, quando os filmes com conteúdos históricos serão analisados através de seus discursos sobre os fatos passados. O minicurso tem a proposta de trabalhar a história por meio da análise de obras cinematográficas que representem personagens, fatos ou situações históricas.

Programação do Minicurso
Aula II (24/09/2014)
Histórico das relações entre o cinema e a história. Nos utilizaremos-nos de textos de  autores como Marc Ferro e Marcos Napolitano para avaliar como as obras cinematográficas têm sido utilizadas nas produções historiográficas.

Aula II (24/09/2014)
O cinema e a Segunda Grande Guerra. O cinema produziu diferentes visões sobre a Segunda Guerra Mundial.  O papel do historiador que se utiliza dessas fontes é apropriar-se delas mesmas com o cuidado de analisar as motivações que acarretaram a sua produção. Nesse dia serão apresentadas diferentes produções cinematográficas sobre o período em questão buscando-se compreender sua importância e os objetivos que levaram à sua feitura.

 Aula III (25/09/2014)
O cinema e a cinebiografia. As biografias são um importante elemento no universo das pesquisas históricas, capazes de criar mitos ou mesmo de desconstruir discursos. Nesse dia analisaremos o papel da cinebiografia e a sua relevância dentro da pesquisa histórica.

Bibliografia básica:
ANDREW, J. Dudley. As principais teorias do cinema: uma introdução. Rio de Janeiro: Zahar, 1989.
AUMONT, Jacques et. al. A estética do filme. Campinas: Papirus, 1995.
FERRO, Marc. O filme: uma contra-análise da sociedade?. In: LE GOFF, Jacques; NORA, Pierre (org). História: novos objetos. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1979, p. 199-213.
FERRO, Marc. Cinema e história. São Paulo: Paz e Terra, 2010.
KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2006.
MARTINS, Raimundo. A cultura visual e a construção social da arte, da imagem e das práticas do ver. In: OLIVEIRA, Marilda Oliveira (org.). Arte, educação e cultura. Santa Maria: Ed. da UFSM, 2007. p. 18-40.
NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2006.
NÓVOA, Jorge; FRESSATO, Soleni B.; FEIGELSON, Kristian. Cinematógrafo: um olhar sobre a história. São Paulo: Empório do Livro, 2009.
ROSENSTONE, Robert. A história nos filmes, os filmes na história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2010.
WHITE, Hayden. Trópicos do discurso: ensaios sobre a crítica da cultura. São Paulo: Edusp, 2001.