1. História contemporânea “fora do eixo”: África, Ásia e América Latina
2. Cidades e literatura
3. Cultura e poder no mundo antigo
4. Cultura, política e poder no Brasil republicano
5. Diálogos e limites entre história e literatura
6. Diálogos emergentes: ensino de história, memória e patrimônio
7. Educação histórica: perspectivas de ensino e pesquisa dos saberes escolares
8. Escravidão e abolição no Brasil
9. História e teatro
10. História e cultura popular
11. História e linguagens
12. História e mídia: fontes, objetos e aspectos teórico-metodológicos
13. História e música: entre a tradição e a modernidade
14. Imagens, política e cultura nas ditaduras latino-americanas
15. Impactos sociais causados pelas doenças no Brasil: história e historiografia
16. Literatura, linguagem e cultura: as relações de poder
17. Michel Foucault: sujeito, discurso e história
18. Religiosidade e poder na idade média
19. Sexualidade & cultura, corpo & poder
20. Territórios e territorialidades indígenas: imagens que emergem dos acervos etnográficos (orais escritos e fotográficos)
21. Walter Benjamin e a história
22. Diálogos entre História e Educação
23. Interfaces entre cultura e educação: investigações históricas

1. HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA “FORA DO EIXO”: ÁFRICA, ÁSIA E AMÉRICA LATINA Voltar ao Topo

Prof. Dr. Murilo Sebe Bon Meihy (UFRJ)
Prof. Dr. Eduardo Ferraz Felippe (USP)

Este simpósio tem como objetivo discutir trabalhos que abordam temas relacionados à cultura, sociedade e poder na História Contemporânea com destaque para reflexões sobre o Eixo Sul: África, Ásia e América Latina. A proposta é reunir pesquisadores que se debruçam sobre a análise dos séculos XX e XXI, em contato direto com perspectivas interdisciplinares acerca do contemporâneo. Duas proposições estão aqui vinculadas: trabalhos que, a partir de seus intentos particulares, situem-se nesse determinado espaço-temporalidade e a busca por indagações epistemológicas e/ou fenomenais sobre o contemporâneo. Nesse sentido, os séculos XX e XXI trouxeram para o cenário político internacional a ascensão de um novo quadro de relações de poder. As nações que atravessavam uma situação de isolamento e proteção de seus princípios ideológicos tiveram que se adaptar à imposição de um ambiente cultural cada vez mais voltado para o desenvolvimento da pluralidade, redefinindo a atuação de vários países nos campos cultural, social e das relações políticas. Nesse contexto de conexões multifacetadas, a História Contemporânea ganha nova capacidade de produção de conhecimento, deixando de constituir uma exclusividade dos estudiosos de discursos sobre um passado remoto documentado, passando a expressar embates discursivos em que a memória está em disputa, e explicita o intercâmbio dinâmico entre povos e governos distintos. As questões históricas que permitiram a emergência das relações de poder na contemporaneidade estão marcadas por transformações técnicas, políticas e culturais. Durante a segunda metade do século XX, o clima de tensão política produzido pela “Guerra Fria” estabeleceu uma série de instabilidades que transformaram principalmente a América Latina, a Ásia e a África em palcos de conflitos militares e ideológicos. O impacto dessa volubilidade internacional, após 1945, criou um clima de instabilidade que questiona as análises mais gerais acerca do congelamento de poder. Este simpósio, por fim, dedica-se a agregar pesquisadores das mais diversas proveniências e áreas de estudo relacionadas à História Social, Econômica, Cultural e Política. Os pesquisadores interessados podem utilizar fontes múltiplas para a análise da contemporaneidade. Assim, em um momento de tantas incertezas, a indagação acerca do contemporâneo na Ásia, África e América Latina reúne perguntas e pode ser sugestiva para horizontes futuros descolados do Eixo hemisférico Norte.
 

2. CIDADES E LITERATURA Voltar ao Topo

Profa. Dra. Marilúcia Mendes Ramos (FL – UFG)

Este Simpósio Temático convida os pesquisadores das diferentes áreas a refletir sobre as representações das cidades pela Literatura. “A cidade é um discurso e esse discurso é verdadeiramente uma linguagem”, afirma Barthes (1987), mas o discurso não é a cidade. E o título do livro de Ronaldo Cordeiro Gomes o referenda: Todas as cidades, a cidade (1994). Passível de leituras, a sua linguagem é poética, é metafórica, subjetiva. Cada leitor pode mapeá-la (Lynch). Ela atrai e repele, é cristal e chama, é repleta de placas invisíveis (Calvino, 1990). Solvitur ambulando. A cidade é lida desde a Idade Média. Por meio de documentos esparsos e crônicas, imagens das cidades foram sendo legadas para a compreensão de certa geografia urbana em certo contexto histórico, político, econômico, cultural, social. Em meados do século XIX, entretanto, as cidades passaram a ser lidas com constância. Fatores como as conquistas do Iluminismo, o surgimento dos periódicos (o La Presse, de Girardin, 1836) e a Revolução Industrial favoreceram o crescimento das cidades e sua maior representação. Em 1852 a cidade de Paris começa a sua transformação na cidade das luzes. No lugar de antigos bairros escuros, bulevares, largas calçadas e belas praças de convivência. Os folhetins leem a cidade em sua velocidade. Enquanto caminha seguro pelas calçadas largas da nova Paris, Baudelaire a lê. A rua o atrai e a seus contemporâneos. As artes abrem-se ao urbano, às ruas, às multidões. À literatura interessa à massa na cidade grande. Poe escrevera em 1840 o seu “O homem das multidões”, buscando a imersão nas massas de Londres e a lera pelo indivíduo que a compõe. Baudelaire e Poe propõem-se à experiência do cotidiano como forma de impedir a desumanização das identidades. A cidade das luzes torna-se modelo de modernidade para o mundo. Desde fins do século XIX projetava-se a modernização da cidade do Rio de Janeiro para adequá-la ao status de capital do país. Em 1902, as obras de Pereira Passos começam a pôr abaixo o antigo e a erguer o novo. Nos anos 30, Vargas cria o Instituto Jurídico do Tombamento e o SPHAN para que os bens móveis e imóveis sejam documentados e sua memória preservada. O escritor Mário de Andrade assume a direção dos trabalhos, mas está muito adiante de seu tempo e documenta os bens de natureza imaterial, ou saberes e manifestações culturais, e suas pesquisas são levadas para o texto literário. E de fins do XIX ao XX, e na contemporaneidade, a urbe vem sendo lida desde os textos de Machado de Assis e João do Rio, Monteiro Lobato e Mário de Andrade, como se pretende discutir no Simpósio.

 

3. CULTURA E PODER NO MUNDO ANTIGO Voltar ao Topo

Profa. Dra. Ana Tereza Marques Gonçalves (FH – PPGH – UFG)

Buscamos neste simpósio temático congregar pesquisas e seus respectivos pesquisadores em História Antiga, Clássica e/ou Oriental, que estejam refletindo sobre aspectos culturais e políticos no que concerne à Antiguidade. Desde o final do século passado que os estudos vinculados à Nova História Cultural e à Nova História Política têm permitido que os estudiosos ampliem suas fontes, objetos, conceitos e pressupostos teóricos e metodológicos capazes de permitirem a absorção de novas problemáticas nos trabalhos referentes ao mundo antigo. Congregando a reanálise da documentação textual à exploração da documentação arqueológica, numismática e epigráfica, cada vez mais abundante e disponível no Brasil, convidamos todos os interessados em temas vinculados ao mundo antigo para debaterem seus projetos de pesquisa e/ou suas conclusões preliminares ou finais em nosso simpósio temático.

 

4. CULTURA, POLÍTICA E PODER NO BRASIL REPUBLICANO Voltar ao Topo

Prof. Dr. Henry Marcelo Martins da Silva (UFMS)
Profa.. Dra. Maria Cecília de Oliveira Adão (Gedes/Claretiano – Centro Universitário)
Profa. Msc. Dolores Puga Alves de Sousa (UFMS)

O simpósio temático “Cultura, Política e Poder no Brasil Republicano” tem o objetivo de construir um debate acerca dos múltiplos olhares e fontes do político na contemporaneidade brasileira. A História Política tem apresentado um novo impulso a partir de um processo de inovação. Ao incorporar novos objetos e novas abordagens, visou compreender a política de forma mais ampliada, relacionando-a com questões culturais, econômicas e sociais e promovendo um diálogo com outras áreas de conhecimento. As relações entre a história cultural e política propiciaram o surgimento de uma nova safra de pesquisas, que retomaram, por novos prismas, temas clássicos tais como a República Velha, o “nacionalismo”, o “populismo” e a ditadura militar, além de terem contribuído na construção de novos recortes e abordagens, os quais ampliaram as perspectivas de análise sobre as relações de poder e a política na sociedade brasileira. A proposta deste Simpósio Temático, portanto, é reunir trabalhos dedicados ao estudo das interlocuções entre cultura, política e poder no Brasil republicano, privilegiando discussões acerca dos discursos políticos, culturas políticas, imaginário e construções representacionais, bem como engajamentos artísticos ou de gênero em sua relação com o poder.

 

5. DIÁLOGOS E LIMITES ENTRE HISTÓRIA E LITERATURA Voltar ao Topo

Prof. Dr. Benjamin Rodrigues Ferreira Filho (Dep. Letras – UFMT – Rondonópolis)
Prof. Msc. Aguinaldo Rodrigues Gomes (Dep. História UFMT – Rondonópolis)

O simpósio temático “Diálogos e limites entre História e Literatura” tem como objetivo agregar estudos sobre as relações entre estas duas áreas que constroem narrativas históricas e ficcionais. Em épocas passadas, história e literatura tiveram relações bastante próximas, chegando por diversas vezes a se confundir; em Homero, por exemplo, as aventuras consideradas míticas fornecem inúmeras informações sobre o mundo grego. Isso ocorreu, sobretudo, em função do fato de, segundo alguns teóricos, a exemplo de Hayden White, o discurso histórico ter nascido contaminado pelo ficcional. O historiador, em seu ofício, utiliza sempre como veículo de reconstrução do passado uma representação ordenada e coerente de acontecimentos em tempo sequencial, uma narrativa, aproximando-se do escritor literário que, ao elaborar sua obra, também recorre ao cotidiano, ao real, o que gera um constante jogo de relações entre o relato fictício e as ações humanas que o cercam. O historiador e o escritor literário, os dois, têm que recorrer à imaginação para constituir e reconstituir a matéria narrada e em alguns casos, como em A pele, de Curzio Malaparte, nenhuma separação pode haver entre literatura e história; porém é apenas no caso de relato “real” que isto ocorre? Segundo os últimos debates, não: literatura é história e história é literatura. E a ficção está em ambas. Cumpre ressaltar, ainda, que apenas no transcurso do século XIX as fronteiras entre os dois campos foi delimitada com maior rigor – para ser questionada em fins do século seguinte. Desta forma, cabe perguntar: qual a diferença entre esses discursos que vão do real à narrativa e/ou da narrativa ao real? Quais as convergências e as divergências que existem entre o discurso ficcional e o histórico? Neste sentido, propõe-se por meio do presente Simpósio Temático abordar o texto literário como fonte para a história, buscando problematizar as possibilidades e condições da literatura como documento, bem como as contribuições da história para a literatura.

 

6. DIÁLOGOS EMERGENTES: ENSINO DE HISTÓRIA, MEMÓRIA E PATRIMÔNIO Voltar ao Topo

Profa. Dra. Ana Paula Squinelo (Curso de História – UFMS – CPAQ)
Prof. Dr. Jiani Fernando Langaro (Curso de História – UFGD)

O Ensino de História ao longo das últimas décadas tem se deparado com questões que levaram os profissionais da área a refletirem sobre novas problemáticas suscitadas por pesquisadores, tais como as referentes à Memória (LE GOFF; NORA) e ao Patrimônio (SILVA; PELEGRINI). A perspectiva tanto da Memória como a do Patrimônio oferece ao Ensino de História e, consequentemente, ao educando a possibilidade de refletir sobre o fazer histórico, o sujeito histórico, a história regional/local, as construções históricas e historiográficas, assim como as elaborações identitárias, permitindo, assim, a visualização de “histórias” não contempladas na historiografia oficial. Nesse sentido propomos para este Simpósio Temático o diálogo entre o Ensino de História, a Memória, o Patrimônio e suas interfaces com o intuito de problematizar tais temáticas e, ainda, trocar experiências, dialogar sobre pesquisas e pensar as possibilidades de trabalho com as “histórias silenciadas”.

 

7. EDUCAÇÃO HISTÓRICA: PERSPECTIVAS DE ENSINO E PESQUISA DOS SABERES ESCOLARES Voltar ao Topo

Profa. Dra. Maria da Conceição Silva. (FH – UFG)

O objetivo deste simpósio é discutir as pesquisas que tratam do ensino da história na linha da Educação histórica que, por sua vez, investiga as narrativas de alunos como fontes principais. Os pesquisadores em Educação histórica têm priorizado as tipologias da “consciência histórica”, de Jörn Rüsen para analisar as aprendizagens. Tanto em Portugal como no Brasil, as pesquisas em Educação histórica têm se desenvolvido com fontes e métodos “próprios”. E, assim, tem-se avançado na perspectiva da investigação das aprendizagens escolares, sobretudo na apreensão do sentido da história como orientação no tempo passado, presente e futuro. Esta linha de pesquisa considera importante a formação escolar histórica para a construção da cidadania no sentido de se evitar tragédias sociais e culturais, a exemplo dos regimes ditatoriais, das crises políticas, do “comportamento e da moral” (RÜSEM, 2010, p. 51-77).

 

8. ESCRAVIDÃO E ABOLIÇÃO NO BRASIL Voltar ao Topo

Profa. Dra. Andréa Santos da Silva Pessanha (Uniabeu/Nilópolis-RJ)
Prof. Msc. Murilo Borges Silva (UFG/Jataí)

Este Simpósio Temático pretende estabelecer um diálogo entre pesquisadores que se dedicam ao estudo da escravidão e da abolição no Brasil a partir das atuais análises empreendidas por diferentes perspectivas historiográficas. Neste sentido, oferece ênfase aos trabalhos voltados para a experiência dos africanos e seus descendentes no processo de construção (e reconstrução) das relações sociais e de poder no período Colonial e no Imperial. Na discussão a respeito do fim do cativeiro, privilegia o debate sobre as estratégias cotidianas de escravos e libertos, as variadas formas de atuação dos grupos abolicionistas e a política do Estado monárquico.

 

9. HISTÓRIA & TEATRO Voltar ao Topo

Profa. Dra. Kátia Paranhos (FH – UFU)

A iniciativa de propor um simpósio que refletisse sobre História & Teatro começou em Florianópolis/SC, em 2006, no III Simpósio Nacional de História Cultural, e se consolidou em São Leopoldo/RS, em 2007, no XXIV Simpósio Nacional de História, em São Paulo/SP, em 2008, no XIX Encontro Regional de História da ANPUH-SP, em Fortaleza/CE, em 2009, no XXV Simpósio Nacional de História, em Franca/SP, em 2010, no XX Encontro Regional de História da ANPUH-SP, em São Paulo/SP, em 2011, no XXVI Simpósio Nacional de História, em Campinas/SP, em 2012, no XXI Encontro Regional de História e, em 2013, no XXVI Simpósio Nacional de História, em Natal/RN. Ela é retomada agora visando reafirmar o sentido original da nossa proposta e incorporar um maior número de pessoas interessadas em se integrar a essas discussões. Cabe ainda registrar que a partir desses encontros foi constituído em 2009 o grupo História & Teatro, registrado no CNPq como Diretório de Pesquisa (ver http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=0015705A4DLU6F). Entendemos o teatro como um discurso que, como um ato comunicativo, utiliza códigos – verbais, gestuais, visuais, auditivos, culturais, estéticos etc. – que possibilitam a percepção visual do mundo e a construção de um imaginário social, pois comunicam uma mensagem a seus receptores. Assim, com os procedimentos metodológicos da história cultural, torna-se possível perceber o teatro como um espaço privilegiado para captar, em diferentes momentos históricos, as articulações e as negociações de ideias e imagens. O teatro, portanto, caracteriza-se como um espaço plural de signos, apontando para a multiplicidade das tramas e das narrativas sociais. A reescrita do teatro é um processo constante, tanto pela transformação do objeto – os discursos teatrais –, como pelas transformações dos códigos dos discursos críticos e os deslocamentos de interesses ideológicos e estéticos dos sujeitos sociais que escrevem a história. Acreditamos, também, ser relevante perceber diferentes categorias de discursos teatrais, indo além do dominante discurso teatral hegemônico, ou seja, voltar o olhar para discursos teatrais marginais, para os discursos teatrais deslocados, bem como para os discursos teatrais subjugados. Preocupação que diz respeito à problemática das inclusões e exclusões, seja na seleção do corpo textual, ou mesmo espacial, ultrapassando a contínua exclusão do que é produzido fora do eixo das grandes metrópoles. Consideramos, portanto, o fenômeno teatral em toda a sua amplitude, procurando convergir teoria e prática teatral – o processo de criação em si mesmo, a interpretação e formação dos atores, o trabalho e formação do diretor, os ensaios, os cadernos de criação, as experiências dos grupos teatrais etc. –, levando em consideração as várias escolas de pensamento que fundamentam as diversas práticas teatrais. Ainda não muito explorado por nossa historiografia, mas de fundamental importância, é a questão da recepção do espectador, a relação espetáculo-espectador, ou seja, a prática “espectatorial”. Podemos destacar ainda como significantes objetos de estudos os teatros, espaços físicos/cênicos, onde as obras são apresentadas, os novos textos cênicos, bem como as escolas formativas do agente teatral – ator, diretor, cenógrafo, entre outros. Significa, portanto, eleger também outros textos; não apenas os fundadores, legitimados dentro de uma tradição cultural, e ainda tentar compreender como se deu o silenciamento dos textos não coincidentes ou não aceitáveis por essa tradição. Tudo nos leva a questionar tanto o corpus do discurso crítico como o dos discursos teatrais.

 

10. HISTÓRIA E CULTURA POPULAR Voltar ao Topo

Profa. Dra. Maria Clara Tomaz Machado (UFU – Inhis/DocPop)
Prof. Dr. Cairo Mohamad Ibrahim Katrib (UFU – Facip/DocPop)

O simpósio temático História e Cultura Popular constitui-se num espaço de debates e diálogos acerca das linguagens que costuram e redesenham o social, na interlocução entre tradição e modernidade. São objetos desse simpósio todas aquelas práticas populares que (re)significam as paisagens e os lugares, materializando-se nas festas, construindo identidades em suas mais diversas nuances. Nesse sentido, a História se conecta a essas manifestações com a proposta de desvelar a ação/atuação de seus atores, que podem, inclusive, se configurar em diversas representações ou simbolicamente permeiam a memória social.

11. HISTÓRIA E LINGUAGENS Voltar ao Topo

Prof. Dr. Flávio Vilas-Bôas Trovão (UFMT – CUR)
Profa. Msc. Cleusa Gomes (Unila)

O Simpósio volta-se ao debate da História e das Linguagens: literatura, artes e  narrativas como práticas de significação históricas e culturais; instituições e relações de poder em diferentes momentos históricos em diálogo com o campo artístico; análise de imagens estáticas e em movimento e suas relações históricas e sociais. Tem como objetivo central a análise e a desconstrução de subjetividades, identidades, modelos literários, simbólicos e artísticos, bem como a discussão sobre as relações entre imagens e poder, a partir das contribuições da Antropologia, da Teoria Literária, da Linguística, dos estudos sobre Imagem e Cinema, abarcando trabalhos com base em pensadores contemporâneos que colocaram a linguagem no centro da reflexão das Ciências Humanas e da Escrita Histórica. O simpósio acolhe trabalhos que se proponham a pensar a relação entre história e linguagens em suas mais diversas manifestações, procurando estabelecer métodos e abordagens do social e cultural no trabalho histórico em um diálogo interdisciplinar.

12. HISTÓRIA E MÍDIA: FONTES, OBJETOS E ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS Voltar ao Topo

Prof. Dr. ÁureoBusetto (Unesp – Assis)
Prof. Dr. Edvaldo Correa Sotana (UFMS – CPAQ)

A historiografia das últimas décadas vivenciou o (re)surgimento da história política como campo privilegiado de estudos. Esse retorno ao político não foi uma retomada do culto aos grandes heróis ou de uma história política factual. Essa revalorização foi impulsionada pela definição de novos objetos, de novas problemáticas e de novas abordagens. Com o desenvolvimento da “nova história política”, a mídia ganhou visibilidade como objeto de estudo. Os estudiosos têm realizado pesquisas sobre os agentes envolvidos e as práticas utilizadas nos processos de produção, circulação e consumo das representações veiculadas nas diferentes mídias. Também têm pensado as diferentes mídias de modo relacional, debatido os efeitos de concorrência e o lugar dos meios de comunicação na sociedade brasileira. Assim, a intenção inicial do simpósio é receber trabalhos de pesquisadores ocupados com a história social da mídia no Brasil, sobremodo, as propostas que tenham jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão como fonte e objeto de estudo. Pretende-se, desse modo, fomentar as discussões sobre mídia e política no Brasil Republicano.

13. HISTÓRIA E MÚSICA: ENTRE A TRADIÇÃO E A MODERNIDADE Voltar ao Topo

Profa. Dra. Maria Amélia Garcia de Alencar (FH – UFG)
Cláudio Armelin Melon (PPGH – UFG)

Este Simpósio Temático objetiva reunir trabalhos que se situam no campo interdisciplinar que envolve a música, a história e as demais ciências sociais. A partir da compreensão de música – folclórica, erudita, popular – como fonte para a história, as pesquisas estabelecem um diálogo entre tradição e modernidade, ora enfatizando um aspecto, ora outro, ora o diálogo entre as duas dimensões. Engloba também trabalhos que envolvem o debate sobre a construção de identidades – nacionais, regionais e locais – reveladas pelas diversas formas de música. O Simpósio Temático justifica-se pelos rumos que vem tomando a pesquisa no campo da História e Música. A investigação que parte desse viés conquistou um espaço importante na historiografia nas últimas décadas. Assim, a música torna-se fonte documental considerável para novas interpretações históricas. Cada vez mais, a História está se abrindo para a música, em quaisquer das suas manifestações, como forma de atingir aspectos das relações sociais que permanecem ocultas em outras fontes. A música representa uma dimensão cultural importante que pode ser estudada a partir de vários ângulos, desde as questões relativas à sua produção, passando pelas técnicas de reprodução e a sua recepção, estabelecendo conexões com as estruturas sociais, econômicas e políticas, além de fomentar reflexões que abarcam o caráter metodológico que visa trabalhá-la para análise crítica da história. Os temas da tradição, da modernidade e das identidades têm marcado os estudos mais recentes, ampliando o uso da música em textos de História e das demais Ciências Sociais. As relações entre tradição e modernidade são explicadas por conceitos como hibridação, questionando-se as noções de pureza e autenticidade quando se trata de objetos da cultura. Identidades sempre mutantes são reveladas nas pesquisas englobadas pelo tema aqui proposto.

14. IMAGENS, POLÍTICA E CULTURA NAS DITADURAS LATINO-AMERICANAS Voltar ao Topo

Profa. Dra. Maria da Conceição Francisca Pires (Unirio – Faperj)
Profa. Dra. Mara Elisa Burkart (Facultad de CienciasSociales – UBA – Conicet)

(CANCELADO A PEDIDO DAS PROPONENTES)

O presente Simpósio Temático apresenta o objetivo de reunir pesquisadores interessados no debate sobre as possibilidades teórico-metodológicas para a utilização de documentos visuais na pesquisa acadêmica sobre as ditaduras latino-americanas e socializar resultados advindos de pesquisas desenvolvidas sobre os usos políticos de imagens durante as ditaduras latino-americanas. Nossa intenção é discutir e analisar a utilização dos recursos imagéticos (fotografias, propagandas, filmes, charges, caricaturas, pinturas, etc.) por parte de grupos, instituições ou atores políticos na construção de representações sobre si mesmos, seus projetos e ideários, e para contestar projetos elaborados por seus adversários políticos imediatos. Assim, serão colocadas como foco analítico as imagens construídas no interior da arena política como estratégia de luta – que busca adesão, cooptação ou sedução para seu projeto político –, mas também como tática de resistência empregada por grupos alijados do poder político. Em consonância com a expansão desse campo de reflexões, esse ST intenta se tornar um lócus interdisciplinar de debate em torno dos conceitos e metodologias de pesquisa sobre temas afins, tais como mídia, redes de sociabilidades, cultura política, cultura visual, mediações culturais, identidades, dentre outros. Dessa forma, esse ST está aberto à recepção de propostas que apresentem os resultados teóricos, metodológicos e empíricos de pesquisas que se dedicaram a: a) análises sobre discursos de poder e contrapoder presentes em narrativas visuais; b) reflexões teóricas e metodológicas sobre a temática social da imagem, visando compreender os diferentes marcos referenciais construídos no campo das ciências humanas e sociais; c) pesquisas acerca das construções, usos sociais, significados, aplicações e formas de fruição das narrativas visuais entre indivíduos, grupos e movimentos sociais e culturais e suas implicações políticas, sociais e culturais.

15. IMPACTOS SOCIAIS CAUSADOS PELAS DOENÇAS NO BRASIL: HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA Voltar ao Topo

Profa. Dra. Dilene Raimundo Nascimento (COC/Fiocruz)
Profa.  Dra. Zilda Maria Menezes Lima (UEC – Campus de Fortaleza)

O objetivo deste simpósio temático é discutir os impactos sociais e culturais causados pelas epidemias e endemias nos mais variados tempos e espaços geográficos no Brasil em que pesem os seguintes aspectos: a) No que tange ao imaginário construído acerca de certas doenças e como tais construções possibilitaram a criação de estigmas, criando desequilíbrio na relação dos enfermos com o meio social. b) As experiências vivenciadas pelas sociedades em diferentes épocas pautadas nas suas experiências históricas e culturais com a doença. c) Os impactos sociais provocados pelas enfermidades contagiosas e de grande poder letal na sua forma endêmica ou epidêmica. d) Olhares historiográficos acerca do tema. A doença é histórica por mudar no tempo e ser produto social de um processo complexo que articula genética probabilística e condições de vida, processo de trabalho, habitação, alimentação, tecnologias existentes de cuidado (promoção, prevenção, tratamento, reabilitação) e capacidade de autoperceber e significar. Entendemos que uma compreensão da doença, como objeto de conhecimento histórico, não envolve apenas a história dos progressos tecnológicos e científicos alcançados pela medicina, mas também e, principalmente, a análise dos saberes e das práticas ligadas às estruturas sociais, às instituições, às representações e às mentalidades ou em outras palavras: um maior entendimento dos impactos sociais ocasionados pelas endemias e epidemias em diferentes momentos históricos. Sabe-se hoje que a análise da dimensão social que as doenças historicamente alcançaram pode servir como instrumento de observação da eficiência ou ineficiência das estruturas administrativas, bem como se pode, a partir da compreensão do alcance das enfermidades, entender os conflitos sociais, políticos e morais que em muitos momentos aquelas causaram. O estudo das doenças pode ainda fornecer numerosos esclarecimentos sobre as articulações e as mudanças da sociedade e ainda dizer muito sobre o modo de pensar e viver de uma coletividade. O campo da História da Saúde e da Doença no Brasil é uma área em plena expansão. Tal crescimento é perceptível nas publicações, no interesse do público que comparece aos encontros, simpósios e colóquios, no aumento do número de dissertações e teses, bem como na criação de Grupos de Pesquisa e Grupos de Trabalho. Assim, acredita-se que é importante a realização deste simpósio temático (e necessário, dada a demanda no último encontro nacional da Anpuh) no sentido de contribuir na consolidação deste campo do conhecimento histórico, bem como enriquecer e aprofundar o debate acerca das nossas possibilidades de pesquisa, produção e publicação – a apresentação de um número maior de propostas de simpósios temáticos.

16. LITERATURA, LINGUAGEM E CULTURA: AS RELAÇÕES DE PODER Voltar ao Topo

Profa. Dra. Neuda Lago (UFG- Jataí)

A intrínseca relação entre literatura, língua, cultura e poder constitui-se em pano de fundo para este simpósio, no qual discutiremos questões relacionadas aos usos da linguagem, à produção literária, ao estabelecimento e manutenção do poder e às manifestações e artefatos culturais.  São bem-vindos, aqui, trabalhos que se pautem na reflexão acerca da linguagem literária, incluindo as condições de produção da materialidade das obras, e os fenômenos culturais, políticos, sociais e econômicos que nela influem; de trechos e obras literárias específicas ou da estética literária de autores; dos atos da linguagem, seja ela verbal ou não verbal; das relações interlinguísticas, intersemióticas, tradutórias, transpositórias ou adaptatórias; da produção de textos; dos gêneros textuais e discursivos; do ensino de línguas e literaturas,  maternas ou estrangeiras; das relações dentro e entre culturas, e das condições para a interculturalidade; das influências culturais na construção das identidades; e dos fatores afetivos e cognitivos envolvidos no ensino e aprendizagem de línguas e literaturas, à luz do estabelecimento de poder no ambiente de aprendizagem.

17. MICHEL FOUCAULT: SUJEITO, DISCURSO E HISTÓRIA. Voltar ao Topo

Profa. Dra. Eliane Marquez da Fonseca Fernandes (UFG)
Profa. Dra. Maria de Lourdes Faria dos Santos Paniago (UFG – Jataí)

Embora se afirme que o principal objeto de estudo de Michel Foucault foi o poder, em "O sujeito e o poder", um dos seus últimos escritos, o filósofo olha retrospectivamente a sua obra e afirma que não é o poder, mas o sujeito, que constitui o tema central de sua pesquisa. Ao procurar criar uma história dos diferentes modos pelos quais, em nossa cultura, os seres humanos tornaram-se sujeitos, Foucault conclui que a sociedade dispõe de tecnologias por meio das quais constitui a subjetivação e cria identidades. Ao mesmo tempo, o sujeito resiste em microlutas cotidianas contra as formas de dominação, de exploração e de subjetivação. Na modernidade, para Foucault, prevalecem as lutas contra a subjetivação, contra as técnicas de individualização e, portanto, lutas em torno da identidade. Interrogar a natureza dos dispositivos de subjetivação e das lutas identitárias é o objetivo geral deste Simpósio, centrado nas articulações entre o sujeito, o discurso e a história. As categorias desenvolvidas por Foucault permitem pensar os laços que ligam, discursivamente, o sujeito e as identidades: já que os objetos não preexistem ao discurso, mas são por ele constituídos, a análise de certas práticas discursivas típicas da modernidade pode revelar as tecnologias de construção de identidades em diferentes dispositivos de disciplinamento; ao mesmo tempo, permite identificar as estratégias discursivas por meio das quais organizam-se as resistências contra a imposição de identidades. Essas questões podem ser abordadas a partir de determinados construtos foucaultianos, tais como práticas de subjetivação, poder disciplinar, biopoder, governamentalidade, tecnologias de si, além da relação entre poder, saber e verdade. Na medida em que os discursos classificam, ordenam, definem o que pode ou não ser considerado verdadeiro, podemos concluir, com Foucault, que a constituição da identidade é uma luta discursiva travada na teia sutil do tecido histórico de uma sociedade.

18. RELIGIOSIDADE E PODER NA IDADE MÉDIA Voltar ao Topo

Profa. Dra. Renata Cristina de Sousa Nascimento (UFG – Jataí/ PUC-GO/ UEG - Anápolis)
Prof. Msc. Renan Marques Birro (Unifap-USP)

A religiosidade fazia parte do cotidiano do homem medieval. A influência exercida pela Igreja, inicialmente de natureza espiritual, estendeu-se também para o campo político, assumindo diversos tons: desde a participação efetiva em conflitos abertos como guerras, disputas pela “plenitudo potestates” a políticas pacíficas (de incorporação, alianças e diplomacia). Desse modo, nossa proposta pretende não apenas revisitar questões amplamente debatidas, mas revigorá-las ao dialogar com novos objetos e/ou abordagens, incluindo também novos espaços como a Europa Setentrional e do Leste e temáticas variadas, como o ritual, a paisagem, a topografia do poder e a identidade. Ademais, esse Simpósio Temático privilegiará abordagens temporais comparativas, assim como os enfoques institucionais de caráter social, político, econômico e no âmbito da cultura material.

19. SEXUALIDADE & CULTURA, CORPO &PODER Voltar ao Topo

Profa. Dra. Vera Lúcia Puga (UFU)
                    Prof. Dr. Miguel Rodrigues de Sousa Neto (UFMS – CPAQ)

O simpósio temático “Sexualidade & Cultura, Corpo & Poder” é proposto esperando que seja espaço para socialização e debate. Ansiamos receber propostas de comunicações que nos permitam publicizar resultados de pesquisa e, principalmente, verticalizar reflexões e debater teórica e metodologicamente os trabalhos apresentados neste simpósio, no seio da diversidade presente na historiografia contemporânea e na proximidade com as ciências irmãs. Se, durante séculos, o corpo e a sexualidade estiveram interditados por uma norma hegemônica sexista, machista, heteroerótica, patriarcal, tal prática também revestiu o fazer histórico de interdições. As profundas transformações por que vem passando a sociedade global, notadamente a partir dos anos 1960, trouxeram a fragmentação das práticas historiográficas. Se, por muitos, isso foi e tem sido visto como algo prejudicial a esse campo do conhecimento, compreendemos, por outro lado, que é a própria profusão de atores sociais que buscam inserção político-social e sua interpretação que são motores deste processo. Assim, não se trata de algo pernicioso, mas da construção de novos campos de tensionamento social e intelectual, haja vista sua presença na academia. Por conseguinte, os movimentos sociais que têm sua origem no corpo, na sexualidade, no gênero, em suas representações e nos tensionamentos em que estão envolvidos e que, por vezes, são marcados pela violência – sutil, cotidiana, pautada na injúria, na submissão psicológica e física e mesmo na eliminação física –, são hoje tomados para análise no campo da História e pelo amplo campo interdisciplinar dos estudos de gênero e dos estudos queer. Os movimentos feministas, em suas diversas temporalidades e feições, a violência de gênero e os movimentos de afirmação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, bem como suas representações, a sexualidade e suas diversas expressões e representações (artísticas, corporais, sociais), notadamente aquelas divergentes da heteronormatividade e os embates sociais que de tais expressões surgem, têm sido estabelecidos como importantes objetos de análise acadêmica sobre nossa sociedade. Assim, voltar-nos-emos para as expressões femininas, feministas e LGBT nos campos estético e social e na produção de subculturas que, no embate com a sexualidade hegemônica, no Brasil e em outros pontos do globo, têm levado à afirmação positiva da diversidade e, ao mesmo tempo, aos diversos ataques a estes grupos e indivíduos.

20. TERRITÓRIOS E TERRITORIALIDADES INDÍGENAS: IMAGENS QUE EMERGEM DOS ACERVOS ETNOGRÁFICOS (ORAIS ESCRITOS E FOTOGRÁFICOS) Voltar ao Topo

Profa. Dra. Iára Quelho de Castro (UFMS)
Profa Dra. Noêmia dos Santos Pereira Moura (UFGD)
Profa. Dra. Vera Lúcia Ferreira Vargas (UFMS)

Os acervos etnográficos (fotográficos, orais e de arquivo) têm sido utilizados nas últimas décadas sob perspectivas renovadas, sendo interpretados a partir de conceitos, como apropriação e reinterpretação, entre outros, evidenciando o diálogo entre a história e a antropologia, que se renova frente às contínuas reivindicações dos povos indígenas e de sujeitos de sua própria história.  Essa condição vem sendo construída, sobretudo, no campo das relações interétnicas, por meio de políticas indígenas formuladas nos marcos do estado nacional e suas agências. Essas considerações gerais balizam a organização do simpósio ora proposto em torno da questão dos territórios e territorialidades indígenas, um dos maiores desafios enfrentados pelos contemporâneos povos indígenas, que continua sendo o de manter e proteger suas terras. A proposta é a de se examinar e discutir os discursos, ideias e imagens da terra que aparecem tanto no interior do movimento indígena de recuperação e reapropriação de territórios considerados tradicionais quanto daqueles que emergem no movimento indigenista e nas reconstituições de histórias indígenas. Propõe-se, portanto, uma reflexão sobre as representações formuladas em um campo interdisciplinar e em zonas de fronteiras culturais, entendidas como construções historicamente constituídas, que envolvem múltiplos sujeitos e se caracterizam pela fluidez e mobilidade. O território tornou-se um objeto interdisciplinar, uma vez que, para além das funções materiais e simbólicas, que inspiram sentimentos de identificação e efetiva apropriação, o tempo é seu elemento constituidor e constituinte e as relações de poder o seu vértice, tanto na realização de funções quanto na produção de significados. Nessa direção fica aberto o convite aos pesquisadores da temática indígena.

21. WALTER BENJAMIN E A HISTÓRIA Voltar ao Topo

Prof. Dr. Luiz Sérgio Duarte da Silva (FH – UFG)
Prof. Msc. Josias José Freire Jr. (FH – UFG)

A obra do filósofo Walter Benjamin (1892-1940) protagonizou nas últimas décadas importantes debates em múltiplos campos do saber.  Um dos matizes que tem angariado novas e promissoras discussões ocupa um lugar de destaque também no interior da própria obra do filósofo alemão; trata-se do tema da história.  Walter Benjamin tem sido cada vez mais discutido em história, debates que podem ser representados atualmente pela importância crescente conferida ao seu trabalho historiográfico sobre o século XIX, o inacabado Trabalho das Passagens e às célebres teses Sobre o Conceito de História. Entre os temas presentes nas discussões da obra benjaminiana aparecem, por exemplo, os debates em torno dos conceitos de modernidade, de teoria e história da arte, discussões acerca da experiência urbana, do desenvolvimento tecnológico e dos meios de comunicação, noções como de experiência e de crítica, bem como contribuições teórico-metodológicas à história. Propõem-se reunir neste Simpósio Temático trabalhos que se voltam à obra de Walter Benjamin e suas possíveis relações com as discussões em história. A recepção da obra benjaminiana no interior da ciência da história de maneira geral pode ser apresentada a partir de duas vertentes. Por um lado, os trabalhos que se dedicam, através de uma perspectiva histórica, à obra de Benjamin, como as pesquisas que visam elucidar aspectos de seu pensamento, problematizando suas características e contexto específico. Por outro lado, constam trabalhos que abordam temas da história, tendo como referenciais aspectos da obra benjaminiana, como as pesquisas que recorrem ao repertório teórico-conceitual do pensamento de Walter Benjamin para problematizar novos elementos. Este Simpósio Temático visa reunir discussões de ambas as vertentes, no intuito de promover debates significativos e aportes teórico-historiográficos acerca de perspectivas fundamentais da ciência da história contemporânea.

22.DIÁLOGOS ENTRE HISTÓRIA E EDUCAÇÃO Voltar ao Topo

Prof. Msc. Eduardo Henrique Barbosa de Vasconcelos (UEG/Quirinópolis)

23. INTERFACES ENTRE CULTURA E EDUCAÇÃO: INVESTIGAÇÕES HISTÓRICAS Voltar ao Topo

Profª. Drª. Suely Santos Silva (UFG/Jataís)
Profª. Drª. Suely Lima de Assis Pinto (UFG/Jataís)

Profª. Msc. Eva Aparecida de Oliveira (UFG/Jataís)