27 a 29 de setembro de 2016
Jataí - GO
UFG - Câmpus Cidade Universitária
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05. Em busca de uma metodologia da diferença na memória: o princípio do encerramento do passado e a suspensão da simetria entre referência e representação
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05. Em busca de uma metodologia da diferença na memória: o princípio do encerramento do passado e a suspensão da simetria entre referência e representação


Coordenadores: Prof. Dr. Rodrigo Tavares Godoi (Professor de Teoria e Filosofia da História na Universidade Federal de Rondônia-UNIR).

 

Ementa:

A presente proposta visa estabelecer o debate interno a concepção da diferença na teoria da memória de Henri Bergson. O objetivo será tratar da noção de endosmose como negação a determinação necessária, seja ela idiossincrática ou histórica. Sob o ponto de vista de uma hermenêutica da memória, é presente nesse debate a relação entre o subjetivo, o psicológico e a interpretação. Para essa discussão, o fundamento será apresentar a articulação, inerente a Bergson, entre o passado, a diferença e a lembrança. A diferença torna-se o princípio  hermenêutica em Bergson que o distancia das perspectivas epistemológicas sustentadas na psicologia social de Maurice Halbwachs e da dialética de Maurice Merleau-Ponty. A diferença ativa o debate entre história e memória não sob a concepção de Jacques Le Goff e Pierre Nora, entre a retenção e os lugares, mas entre os problemas da contingência, dos intervalos e dos intermediários. Com a noção de encerramento do passado, tem-se a obrigatoriedade de raciocinar como os conceitos de referência e representação estão para a teoria da memória de Bergson e, em como a suspensão de sua relação simétrica implica diretamente no esboço de um princípio metodológico. Por referência e representação é preciso levar em consideração o atual debate presente na obra de Frank Ankersmit.


Epistemologia e metafísica da memória. Inconvenientes da aplicação da referência e representação simétrica na memória. O indivíduo, o subjetivo e o imediato. As relações de determinações necessárias e tensionais. A contingência, os intervalos e os intermediários na memória. Dialética do acontecimento na memória e na história.

 

Objetivos:

Geral:

  • Compreender a memória sob o princípio do encerramento do passado como pressuposto para uma metodologia da diferença na memória.

Específicos:

  • Analisar a ideia de diferença em Bergson a partir do passado como categoria;
  • Estabelecer os limites da referência e representação na teoria da memória de Bergson;
  • Identificar a noção de fenômeno na epistemologia e na metafísica imanente.

 

Programação do Minicurso: 

 

Dias

28/09/16

Exposição dos conflitos entre a teoria da memória de Bergson e seus leitores: apontamentos a partir de Merleau-Ponty, Maurice Halbwachs e Frank Ankersmit.

29/09/16

matutino

Apresentação da diferença como princípio hermenêutico a partir da leitura feita por Hans-Georg Gadamer sobre Bergson. 

Relação entre a endosmose e a diferença em Bergson

 

29/09/16

noturno

Apresentar a noção encerramento do passado como caminho hermenêutico para a compreensão da memória: relação entre interpretação e representação.

Possibilidades e limitações de uma metodologia da diferença na memória: relação entre contingência, intervalos e intermediários.

 

Referências Bibliográficas: 

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